27 de mai de 2010

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Movimento Internacional Lusófono
propõe, com uma petição na Internet para Secretário Geral da ONU:



Sem comentários

20 de mai de 2010

O PALHAÇO VOADOR


Quem não se lembra de ver, naqueles circos, sobretudo os ambulantes, os Palhaços?
Era o Rico e o Pobre, ou o Esperto e o Estúpido, aquele vertido de arlequim, roupa vistosa, este esfarrapado, nariz vermelhão, calças larguissimas e sapatos de mais de meio metro. O Pobre sempre apanhava no começo, mas tinha a palavra final, deixando o Rico a perder! E o público divertia-se, ria, aplaudia.
Hoje o circo é algo de grande sofisticação e não tem mais aqueles artistas ambulantes que viajavam de terra em terra, com as suas carroças, onde levavam todo o equipamento para montar o circo, e onde também vivia a família que, normalmente, compunha todo o elenco. Saudades desse tempo, de espetáculos inocentes, em que os artistas faziam habilidades incríveis. Lembro de muitos que não vou citar porque seria uma longa lista, como um dos palhaços pobres que tocava habitualmente uma pequena sanfona ou concertina, mas dessa vez com um arco de violino, num serrote! “As czardas” de Monti! Uma maravilha.
Hoje os palhaços são outros, como os palhaços ricos do antigamente. Aparecem com ar de quem sabe tudo, enxovalham o pobre, que continua a apanhar pancada, mas no fim saem perdendo.
Nós temos por aqui o “palhaço voador”! Nada de trapézios, corda bamba, nem saltos mortais.
Este é dos ricos, riquíssimo, ultra rico. Cerca de duzentos milhões de espectadores que pagam para ver se ele, algum dia, consegue mostrar alguma habilidade. Até hoje só tem feito rir os que ouvem os seus pronunciamentos, e tal como os velhos palhaços ricos, tem os ouvidos tampados, porque não ouve, nem vê, nem quer ver o que se passa no circo montado à sua volta.
Mas este, tempos modernos, não se desloca em humildes carroças, ou mesmo de caminhão. Com todos esses milhões a pagarem, comprou um avião particular que custou, aos espectadores, claro, cento e cinquenta milhões de reais! Em quase dez anos de “arena” o palhaço já percorreu mais de 600.000 quilómetros, visitando países de alto interesse em palhaçadas, como o Cazaquistão, El Salvador, e sobretudo a Venezuela e Bolívia, sem deixar de passar por Cuba para divertir o “big chefe” Fidel e pedir-lhe a benção para continuar o espetáculo.
Depois, com sua habitual sensibilidade política, comandada pelas eminências pardas bolcheviques, apoiou o famigerado Zelaya, um típico petralha hispânico a mando de Chávez, como lhe chamou um repórter de São Paulo, para finalmente, como número de “sustância”, perto de terminar o seu show, arvora-se em interlocutor dum bandido, o assassino que nega o holocausto, e condena à morte qualquer opositor político, e assina, gloriosamente, com este e a Turquia, um tratado que nem enganoso é, mas que o tornou ainda mais convencido de ser o maior palhaço do mundo!
Covarde, como era típico dos palhaços ricos, este para diversão geral, nem coragem tem para falar ao seu querido amigo parto ou sassânida nos direitos humanos e nos assassinatos no seu país.
A Turquia assinou o tratado porque sempre vai ganhar uns trocos enriquecendo parte do urânio persa, de modo que qualquer acordo lhe seria favorável, e o palhação porque pretendia dar uma lição de diplomacia ao mundo!
Está a sair-lhe o tiro pela culatra. Pretensioso, convencido de ser um grande líder mundial, venerado pelo outro palhaço Zapatero, cara de anedota e nariz de Pinóquio, comandado pelo que aqui se chama de “Itamaraty B”, o das eminências bolcheviques, continua a ter uma imensidão de espectadores, babacas a aplaudir.
O perigo está em ver esses babacas a querer continuar a assistir à palhaçada!


19-05-2010

17 de mai de 2010

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Crise, Grécia, Sócrates, etc.



Como é evidente, todos sabem que a nossa civilização é greco-romena. A grande hegemonia da Grécia matemática, astronômica, filosófica morreu há muito, a do Império Romano, com a sua disciplina militar e os municípios, idem, e o esplendor quinhentista de Portugal, “dando novos mundos ao mundos”, ibidem que nem o ouro. os diamantes e as esmeraldas das Gerais do Brasil conseguiram segurar.
Também se lembram – agora mais do que nunca, os portugueses – que Sócrates, o grego, foi envenenado com cicuta.

Mas a história da má administração, da corrupção não terá vindo do Sócrates. Este, há 2.500 anos, acreditava que os atos errados eram conseqüências da própria ignorância. Nunca proclamou ser sábio. Sócrates acreditava que o melhor modo para as pessoas viverem era se concentrando no próprio desenvolvimento ao invés de buscar a riqueza material.

O problema é que já não se fazem mais Sócrates como antigamente!

No século XVII, em França, o Tiers acusava que a perda de receitas do Estado poderia vir das pensões e outros benefícios pagos largamente à nobreza. O conselho de Estado concordou mas nada fez para alterar a situação.

Vendiam-se títulos de nobreza, postos rendosos na administração pública, a que os membros do Tiers acediam por seram burgueses ricos, e que lhes permitia não só enriquecer ainda mais, como aceder também à nobreza!

Os Tiers teoricamente representavam o povo das cidades e os camponeses. Tal como o PS, os PCs, e quaisquer outros partidos políticos. E vivia-se a constatar que o governo seguia ao sabor das intrigas da corte, do clientelismo, onde a venalidade imperava, à mistura com a alta corrupção e despreparo, ou inépcia.

Querem retrato mais fiel e atual da situação em que vive hoje a maioria dos países na Europa... e em todo o mundo?

Em Portugal, com administradores públicos a ganharem centenas de milhares de euros por mês, um clientelismo exacerbado e vergonhoso, e um total desprezo pela res publica, o que há a esperar? O mesmo que se passou sempre, desde que exite administração pública, reis, chefes, etc.: aumentar os impostos da gente que trabalha, e que regra geral representa oitenta ou mais por cento da população! Fácil, mas isso só leva à revolta, à diminuição de circulação de bens, à pobreza, à inflação, e por fim, antes de aparecer outro Salazar, à desvalorização da moeda - veja-se o Malawi - , por muito que os alemães não queiram.
Não se assassinam mais reis e duques, e dificilmente primeiros ministros, etc., o que dificulta um “volte face” da situação, Mas o povo TODO, TODO, nas ruas, sem bandeiras de partidos, quaisquer que eles sejam, deve ajudar. Com bandeiras de partidos políticos só piora, porque se está a ver que eles querem é mamar na teta que tem alimentado os outros! Sempre assim foi, agora não vai mudar.

O século XVII, em praticamente toda a Europa central, incluindo Russia, Polónia e o famigerado Império dos Habsburgos, viveu de revoltas, sobretudo dos camponeses, sobretudo em anos de seca, quando os “chefes” por terem menos receita, mandavam aumentar os impostos.

Nesse tempo até que não era tão difícil acabar com uma revolta popular porque o povo normalmente cortava o pescoço dos coletores de impostos e... os condes ou duques aproveitavam para aumentar o seu poder junto do governo central, o rei.

Como não há mais rei, nem rei nem roque, a Babel está instalada, e a ruina do “império” da União Europeia não se apresenta tão irreal e longíquo!

Pobre Europa! O berço da civilização ocidental está e seguir os passos dos gregos e dos latinos.

E os grandes especuladores internacionais a rirem e bater na barriga de alegria com o cada vez maior enriquecimento à custa da pura especulação.

A culpa disto vem-nos dos Estados Gerais que depois se chamou Holanda. Foi lá, onde não havia rei e o governo estava na mão dos mercadores mais ricos, que se inventou uma bolsa de valores, para captar dinheiro do povo, e logo a seguir a bolsa de futuros, que, já nessa época permitiu que se fizessem e perdessem fortunas com a especulação. Sabem há quanto tempo? Mais de quatrocentos anos.

E como lutar contra essa canalha?

É difícil, mas nada é impossivel.

17-05-2010



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A BABILÓNIA

Atenção: Este texto foi escrito em Set/2000

Apesar das controvérsias sobre o significado da palavra Babilónia, a verdade é que hoje quando alguém diz isto é uma babilónia¸ está a dizer que isto é uma confusão, uma bagunça, onde ninguém se entende.
Há quem atribua a origem da palavra a Bab-ili, que seria a Porta de Deus. Seja como for também o Génesis diz que foi por causa da Torre de Babel que Deus acabou pondo cada homem a falar a sua língua, para que não se entendendo se dispersassem, e não insistissem na teimosia de querer chegar ao céu através da tal torre.
Mais tarde apareceram os línguas, os poliglotas, os tradutores, os dicionários, tudo para ver se homens, que teimam em não se entenderem, pelo menos imaginam o que os seus semelhantes querem dizer, ou mais profundamente, o que estão a pensar!
Consta agora que pela União Européia vai uma baita babilónia com o gravissimo problema da venda do passe dos jogadores de futebol, quando terminado um contrato!
Os governos todos empenhados nisso, ministros, embaixadores, juristas, enfim um enxame de gananciosos à procura de uma lei que lhes permita mamarem mais alguma grana com os pés dos virtuosos da bola! Não dá para acreditar que se mobilize tanta gente importante por causa do futebol.
O mais babilónico de tudo isto é que ninguém está preocupado com o jogador, não. É na entrada de divisas no seus país, quando não tarda nada acabam as tais divisas, na Europa.
Mais babilónico ainda é o assistirmos, há milhares de anos, a congressos, senados e diversos outros conjuntos de gente que se reúnem para fazerem leis, sabendo de antemão que essas leis têm como finalidade primária o interesse dos poderosos.
Tempos houve, e ainda há num ou outro canto deste planeta global, em que o pobre nem sequer podia levantar a cara e olhar nos olhos do chefe! Era lei.
Tempos há em que as leis são iguais para todos, mas todo o mundo sabe que há uns todos que são mais do que os outros todos!
Nos processos jurídicos é tal a babel que se faltar uma vírgula no texto o outro, se for pobre, pode até nem ser condenado, mesmo que tenha sido flagrado a roubar, matar, estuprar. Rico então... para quê o texto?
No Brasil Deus juntou emigrantes de quase todos os cantos do mundo. Os primeiros a emigrarem lá donde tenha sido, foram os que se convencionou chamar-se de índios, depois vieram os portugueses, e meia dúzia de franceses, a seguir levas infindas de africanos, holandeses, e por fim italianos, alemães, espanhóis, japoneses, coreanos, chineses, hindus, palestinos, libaneses, turcos, árabes, e os outros etc. todos.
Esse povo, trabalhador, desbabelizou-se num instante, e contribui para o progresso do país. Os outros, os que vão para a administração pública, salvo honradas e ignotas exceções, babelizam-se e não entendem mais a vox popula.
Neste país, como em toda a parte do mundo, há que pagar impostos. Muitos impostos. Imensos impostos. Injustos impostos. Quem paga a maioria deles somos nós. Os outros fazem ouvidos de... babel.
Um deles é o Imposto de Renda, que se vai depositando ao longo do ano. Quando por fim o cidadão, o comum, apresenta a sua declaração, pode ter direito a restituição.
O japonês, um dos povos com mais dificuldade a aprender português, em terra estranha muitas vezes permanece fechado no círculo da família onde a sua língua original é falada quase em exclusivo. Só os filhos, nascidos ou criados no Brasil, vão para casa a falar a língua dos coleguinhas de escola e assim o português, lentamente, vai repondo as línguas dos emigrantes.
Vovô Takashiro fez a sua declaração anual do imposto de renda. E aguardou. Tempo passado, falando pouco mais que japonês, sem receber resposta da receita federal, foi a uma das suas repartições saber se tinha direito a receber de volta algum trocadinho que lhe fazia falta.
Dirigiu-se a uma funcionária e:
- Eu Takashiro Kakombi.
- O que o senhor deseja?
- Fukhyu? Fukhyu?
A funcionária, dona Violante, que não sabia muito de inglês mas estava cansada de ver estas educadas palavras nos filmes americanos que passam na tv, ficou... p. da vida! Foi chamar o chefe.
O chefe olhou para ele, ar grave, e Takashiro, calmo, sorriso amarelo e enrugado, voltou a repetir
- Fukhyu? Fukhyu?
Escândalo. Polícia. Delegacia. Takashiro, sem entender nada do que se passava. O delegado mandou chamar alguém da família dele, que chegou horrorizada por ver seu honrado chefe de família quase trancafiado no meio dos bandidos.
- Seu delegado, o que fazer meu honrado pai?
Delegado, constrangido (delegado constrangido?) lá explicou o que se passara na repartição da receita federal, quando seu Takashiro insultara a dona Violante.
- Oh! Seu delegado! Meu honrado pai não falar bem poruguês. Esse palavra feio a inglês, no Japão querer dizer restituição! Ele só querer saber se tinha restituição do IR.
Nessa altura dona Violante foi consultar a ficha dele e aproveitou para se vingar:
- Fukhyu.
- Como?
- Em inglês. Não tem!

11 set 2000

4 de mai de 2010

CARTA AOS PORTUGUESES



Eu também tenho raízes nessa terra, e por isso estou à vontade para comentar.
Portugal está à beira da bancarrota, como esteve diversas vezes durante a sua história.
No antigamente os reis, quando o caixa estava a zero, pediam dinheiro emprestado aos negociantes judeus, e... não pagavam! Em 1580 a “nobreza” que sobrara de Alcácer Quibir, vendeu-se barato a Filipe II – o nosso “I” – e assim a coroa de Castela se sobrepôs às Quinas, e ajudou o país a ficar mais pobre.
Com o final anárquico da monarquia e ainda com mais profunda anarquia depois da República, Portugal chega a 1926 falido, e a única alternativa parecia ser pedir mais dinheiro à Sociedade das Nações que para isso exigia colocar nas nossas alfândegas fiscais seus para se irem pagando do empréstimo. É evidente que isto era uma afronta à “nossa” soberania, e foi rejeitado.
Surge um novo Ministro das Finanças que em 1926; vendo a bandalheira que reinava no governo, simplesmente abandonou o Ministério e voltou para a sua cátedra em Coimbra. Sem solução, os militares exigiram do Presidente da República o retorno do “professor de Coimbra” que parecia o único capacitado a arrumar a casa.Três meses depois a inflação estava debelada, e os agiotas da tal Sociedade das Nações voltaram, mas desta vez de chapéu na mão, a oferecer crédito a Portugal.
- Muito obrigado, não precisamos!
Passam-se sessenta anos e para a unificação da Europa, Portugal, mais uma vez pobre e sem planos de futuro, começa a receber as esmolas da União Européia. Cavaco Silva faz a festa. Até parecia um bom governante. O dinheiro sobrava, e ele dizia na televisão, convencido, arrogante, em palavras que traduzidas para a linguagem comum, queriam dizer “aqui o único bom sou eu”!
A ele sucederam-se uma série de politiqueiros, sempre a oposição qualquer que seja a impedir os projetos, melhores ou menos bom do governo, e novamente Portugal começa a “meter” água e afundar!
Ultimamente, em vez de discutir rigor administrativo, redução de despesas, despedimento de apaniguados e outros ladrões, faz a pomposa EXPO, “estuda” um aeroporto monumental para concorrer com os melhores da Europa, prossegue os estudos de um TGV para as pessoas demorarem menos uns minutos para irem de Lisboa ao Porto, assiste impávido ao fechamento de industrias, aparece sempre sorrindo no comícios, e a “barca portuguesa” a afundar.
Agora a perspectiva é cair em cima dos aposentados, roubar-lhes dois salários anuais, o que é uma violência para quem não foi administrador da Caixa Geral de Depósitos, da EDP, da PT, ou de outras mamatas, e levar o país à revolta, se não armada, que isso parece que já não existe na Europa, mas à paralisação com greves e outras manifestações. E a maior pobreza.
No último texto (http://www.fgamorim.blogspot.com/) referi que só é político quem não sabe fazer mais nada. Mas há muito boa gente em Portugal que sabe administrar, e como bom português tem a obrigação de ajudar o governo, aliás o Estado, que é o mesmo do que se ajudar a si próprio. Como?
É simples. Chamar para conselheiros os empresários mais bem sucedidos no país, e deixar os políticos assinando compra de vassouras, e os professores universitários a ensinar teoria aos alunos.
Nem precisa pagar aos empresários. Eles têm dinheiro para se deslocar a Lisboa com regularidade e indicar ao primeiro ministro e – quase todos – ineptos ministros, como se sai duma crise, como se progride, etc.
Inflou-se a máquina administrativa até estourar. Pois que se desinfle! Há funcionários em excesso, que entretanto adquiriram direitos constitucionais... pois que se altere a constituição. Saíram penduras de lugares altamente remunerados e continuam a receber aposentadorias milionárias... pois que se reduza o que recebem!
Portugal não está a viver a véspera da bancarrota? Declare-se o estado de sítio, quase de guerra, que parece pode vir a ter, como na Grécia, e arrume-se a casa.
Atropelem-se os amigos, despeçam-se os penduras, enfim, faça-se aquilo que qualquer bom gestor faria.
E se por fim sobrar algum dinheiro, que se invista em educação, tecnologia, investigação, porque a cortiça, algumas peras e cinco mil marcas de vinho, não vão sustentar o país. Sobra o turismo cada vez mais concorrenciado pelos países do Norte de África, Cabo Verde, etc.
Porque só fazer discursos empolgados e esperar que a Senhora de Fátima resolva o assunto... não resolve.


Francisco G. de Amorim
03/05/10