30 de abr de 2009

A vovó Zé

Dia das Mães


“O mundo gira às avessas
E muitos julgam que não.
Eu que me julgo por mim
Vejo que o mundo é assim
Com tanta contradição.

Há latagões Serafins,
Desventurados Venturas
E Claras que são escuras
...


Era assim que começava um dos fados cantados por uma velha fadista, lá pelos anos cinquenta, em Lisboa. Velhota, baixinha, não sei mais o seu nome, muito alegre. Já esqueci a maioria da letra, mas não esqueço nunca a verdade da contradição do mundo.
À medida que o desenfreado consumismo vai ditando e impondo as suas regras de conduta universal, mais e mais o mundo fica às avessas.
Invertem-se os valores básicos de toda a sociedade, vendo-se crescer a adulação a qualquer bezerro de ouro, e só a isso.
Cresci no tempo em que a célula base da sociedade era a família. Nos países subjugados pela super ditadura chamada democracia do povo, essa noção de família ia sendo destruída e o mundo ocidental tinha mais medo disso do que da coletivização dos bens de produção.
No fim da guerra dos canhões e dos mortos chegou a guerra fria e um brutal desenvolvimento daquilo a que se chamou neo-capitalismo, social democracia, pseudo socialismo ou qualquer outra coisa bombástica que na verdade pouco significa, e verifica-se que, se de um lado era a luta dum poder totalitário que se estribava no ateísmo para derrubar valores tradicionais e transformar homens em máquinas, do outro a ganância, coadjuvada pela inveja e egoísmo, caminhavam no mesmo sentido mostrando que o único deus vivo é o dinheiro, o poder, o mando.
Beijando ou não o anel dos bispos ou do papa, batendo com a mão no peito nas sinagogas ou encostando a testa aos seus tapetes de oração voltados para Meca, os donos do poder da banda das democracias sociais, conseguiram mais depressa derrubar os valores morais tradicionais do que a força bruta dos dirigentes soviéticos.
Mãe! Qualquer que seja a língua em que tal palavra seja pronunciada, nenhuma se lhe iguala em beleza. Mãe, a mais bela obra da natureza, como dizia Almeida Garrett!
Mas hoje em que o sexo reina desordenado, promíscuo, livre e estimulado pelo cinema, revistas, publicidade, e até como disse o Papa Bento pela facilidade da camisinha, e agora mais pela venda livre da pílula anticoncepcional do “dia seguinte”, pela facilidade do aborto, a pergunta que fica é: “Que Mãe és tu”?
No antigamente os cristãos celebravam o dia das Mães quando a liturgia festejava a Assunção da Mãe de Jesus. O mundo comercial não quis mais esse dia porque deixava de fora os não cristãos, e a data, perto do Natal, não favorecia o negócio. A força do dinheiro falou mais alto. Transferiu-se a festa para um domingo de Maio, passada a Páscoa e longe das férias, quando não há concorrência de outros festejos e as despesas possam ser encaminhadas para essa exclusividade, o Dia das Mães.
O comércio e a industria gastam fábulas de dinheiro anunciando produtos a vender para presentear a Mãe e, ó espanto dos espantos, esse dia transformou-se numa desobriga de imensa quantidade de filhos. Uma vez por ano compram, quase por obrigação, um bagulho qualquer, vão oferecê-lo às mães e a seguir... até pr’ó ano!
Que filhos são estes? Que Mãe é aquela? De quem é a culpa? Da Mãe que os teve por “aventuras” ou que não soube manter os filhos unidos ao seu coração, ou dos filhos que cresceram esmagados pela força dos cifrões nos olhos e não veem outra coisa que não seja o amor à conta bancária?
Que bom fora que todos pudessem “cantar” com Casimiro de Abreu:


Feliz o filho que pode, contente,
Na casa paterna, de noite e de dia,
Sentir as carícias do anjo dos amores,
Da estrela brilhante que a vida nos guia:
- Uma mãe!

30-abr-09

27 de abr de 2009

Os espinhos da regiões áridas

Galula e nós


por DENIS LERRER ROSENFIELD

de “O Globo” – 26/04/09

Muito se tem falado, nos últimos tempos, de uma mudança da atitude americana em relação ao Iraque e, subsequentemente, em relação ao Afeganistão, como se a vitória de Obama significasse uma ruptura, em termos militares, com a administração Bush. Com a invasão do Iraque, os governantes americanos se viram diante de uma situação completamente nova. Ganhar a guerra foi fácil, pois os EUA são imbatíveis em termos de guerra clássica. O problema surgiu quando os vencedores tiveram de se enfrentar com um movimento de insurgência, para o qual não estavam minimamente preparados.
Um dos comandantes americanos que se defrontou primeiro com essa situação, enquanto administrador de Mossul, a segunda cidade do Iraque, foi o gen. Petraeus. Deu-se ele conta de que os instrumentos que tinha à sua disposição eram insuficientes para combater um movimento de insurgência, o terrorismo islâmico, que se constitui como um inimigo anônimo, que se alimenta de sua influência e de sua imagem junto à população. As armas convencionais se mostraram aqui insuficientes. De volta aos EUA, o gen. Petraeus foi designado para comandar, em Fort Leavenworth, a Divisão de Doutrina do Centro Combinado das Armas (CAC). Lá, junto com o gen. James Amos, co- mandante dos Fuzileiros Navais, ele empreendeu a revisão da doutrina militar americana, voltando para os problemas oriundos da contrainsurgência.
Ora todo esse trabalho, consubstanciado no Counterinsurgency Field Manual, do The U.S. Army e do Marine Corps, passou a orientar a atuação americana no Iraque e, agora, também no Afeganistão.
A revisão doutrinária levada a cabo partiu do livro de um tenente-coronel francês, David Galula, que, na Guerra da Algéria, defrontou-se com a insurgência naquele país e, a partir daí, como comandante de uma cidade, começou a mudar a relação dos militares com a população.
Tempo depois foi convidado a passar um tempo nos EUA, onde publicou, em 1963, o livro "Coun- terinsurgency Warfare. Theory and Practice", que se tornou o texto de referência desta nova doutrina militar americana.
O livro de Galula, ao estudar as questôes da insurgência no século XX, até 1960, refere-se aos problemas da guerra revolucionária, nos moldes marxistas, tal como esta se fez na União Soviética,
na China e em Cuba. Analisa também as guerras anticolonialistas, tendo como referência os seus componentes "anti-imperialistas". Seu foco de reflexão reside em pensar como a guerrilha e os movimentos insurrecionais redefiniram os termos mesmos do que se considerava como sendo a guerra, exigindo, por sua vez, das forças militares uma readequação de sua luta e a revisão doutrinária correspondente. O problema já não era mais somente militar no sentido tradicional do termo, voltado para a conquista de territórios e a eliminação de um inimigo visível, mas a conquista da população, diríamos hoje da opinião pública, tendo como contendor um inimigo invisível.
A insurgência enfrentada pelos americanos é a do terrorismo islâmico, a de Galula, a de um movimento nacionalista, fortemente ancorado na concepção comunista das guerras de libertação. Seus ensinamentos são atuais no que diz respeito ao terrorismo islâmico, porém poderíamos dizer também que sua atualidade para o Brasil consiste em que ele nos permite pensar uma insurgência operante entre nós: a do MS1: Ou seja, a atuação e a organização do MST recortam várias das características que GaluIa atribui aos movimentos in- surrecionais, numa analogia que ainda se reforça pelo fato de esta organização política compartilhar os mesmos pressupostos ideológicos dos movimentos revolucionários do século XX. O marxismo segue sendo a sua referência teórica e o objetivo a ser realizado é uma sociedade socialista autoritária, que pressupõe a eliminação do capitalismo, da democracia representativa e do estado de direito. A sua autoapresentação como movimento social consiste somente em um disfarce, visando a ter uma influência maior junto à opinião pública, escondendo, desta maneira, suas verdadeiras intenções.
Ao contrário de uma guerra convencional, uma guerra insurrecional segue regras distintas. Um movimento insurgente, sobretudo em seu começo, não necessita de um exército e utiliza poucas armas. Seu foco não reside inicialmente na con- quista de um território, mas na conquista da população, da opinião pública, de tal maneira que possa desenvolver as suas operações. Suas ações possuem a característica de serem espetaculares, mostrando-se como contendores de respeito que inspirem poder na população em geral. O movimento contrainsurrecional não pode contar apenas com seu armamento convencional. Melhor: este se torna francamente insuficiente. Os seus meios de luta tornam-se outros, voltados para a conquista da população e da opinião pública, o que significa também dizer por sua capacidade de garantir segurança e condições de bem-estar para os cidadãos em geral. Políticas sociais tornam-se meios da luta política.
Pode-se, portanto, melhor compreender a atração que o terrorismo islâmico (al-Qaeda, Hezbollah, Hamas) exerce sobre certos partidos de esquerda e os movimentos sociais como o MST. Eles, na verdade, se reconhecem no terrorismo atual como fazendo parte de uma mesma linhagem revolucionária, agrupada no antiamericanismo, na luta contra o capitalismo. Ou seja, os que se reivindicam da revolução se reconhecem no terrorismo islâmico, exibindo uma afinidade eletiva. Eis por que a análise de Galula se reveste de particular importância para nós, na medida em que a América Latina se defronta com o renascimento de movimentos de cunho revolucionário. O terrorismo islâmico não possui, entre nós, atualidade política, mas o renascimento da tradição marxista sim. O MST, no Brasil, é um exemplo dis- so, além da permanência dos irmãos Castro em Cuba e o surgimento do "socialismo do século XXI" na Venezuela, fazendo discípulos na Bolívia, no Equador e no Paraguai.

DENIS LERRER ROSENFIELD é professor de filosofia na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

17 de abr de 2009


Água da vida e da morte !

Não é preciso ser cientista para saber que o mundo, desde sempre tem estado em constante atividade, com mexidas que modificam a geografia, alterações climáticas, secas e inundações, e que tudo indica que uma nova era glacial se está a aproximar. Talvez em ritmo mais rápido do que as anteriores, porque o homem contribui para o seu aceleramento.
Como esta Gaia é um “club” fechado, quando congelar num lado vai fazer calor em outro, do mesmo modo que as chuvas que se equilibram com as secas, e essa conversa de que o homem está a acabar com o planeta... é uma furada. Pode ajudar a estragá-lo em ritmo mais violento, mas logo, logo, talvez leve uns milhares de anos, e enquanto o sol não gastar todo o seu combustível, a Terra voltará sempre a ser o que já foi.
Mas alguém sabe mesmo como ela “foi”? Tirando a metáfora do Jardim do Éden, e não se sabe como era esse jardim, o resto... enfim, era o resto.
Desde que me conheço venho afirmando que o maior problema da humanidade, nestes próximos tempos vai ser a água. Sobretudo a falta de água, principalmente em África, e lembro de uma conversa tida há muitos anos sobre isto que nos fez concluir que um dos mais urgentes problemas deste continente era a distribuição de água. Nalgumas regiões há rios imensos, caudalosos, cheias e alagamentos e noutros a seca progride a uma velocidade de catástrofe.
Sabemos que há uns 12.000 anos o hoje deserto do Sahara tinha florestas de coníferas, árvores de regiões frias, e hoje o máximo que por lá se encontra, além de alguns camelos e raros oásis, são areias, areias e pedras, secas, miseravelmente secas.
O índice pluviométrico da Guiné Bissau tem vindo a diminuir drasticamente, ajudado pelo corte descontrolado das suas florestas, permitindo assim abrir ainda mais as portas à invasão das areias do deserto e consequente desertificação. E logo a Guiné que tem quase mais área de água que de terra, o que lhe permitiria o replante e até a conquista de áreas secas.
Além do problema político que a maioria dos países africanos continua a enfrentar, com governos que se eternizam carregando os parcos proventos para seus bolsos particulares, golpes de estado, lutas tribais, corrupção desmedida e falta de quadros, as dificuldades climáticas vêm aumentando a fome e a miséria em muitas regiões.
A primeira coisa que esses países têm que encarar é dar de comer ao povo. Não importando alimentos, e os distribuindo “generosamente” a troco de votos ou da manutenção do poder, mas criando condições de produção, mesmo que de início, simplesmente de subsistência.
Lembro dum professor universitário nigeriano, agrônomo, que trabalhava para a FAO, que apareceu um dia na Casa do Gaiato em Moçambique, onde eu estive seis meses como voluntário. Foi ali ver como estavam a ser reproduzidas as mudas, estacas, de mandioca, para serem enviadas para replantar em outras regiões do país. Levava com ele duas assistentes técnicas, e mostrou como deviam ser podadas para que agüentassem melhor toda a longa viagem que precisariam fazer até ao destino final. Uma das técnicas: “Mas professor, assim nós não vamos ter 100% de rendimento.” Resposta imediata deste: “100%? Para que? Isto não é um laboratório. Tomara eu que o povo produza mais 10 ou 20%. O que precisamos para já não é de experiências científicas, mas de dar de comer a esta gente!”
Eu, que assisti a esta conversa, não me contive e dirigi-me ao professor: “Será que é muito difícil encontrar gente normal?” Ele espantou-se com a minha observação e eu continuei: “Professor, há 50 anos que digo isso. Primeiro aumentar os tais 10 ou 20% e um dia, quando puder ser, produzir quantidade. Mas sempre me senti a pregar no deserto.”
Com os preços das commodities, dos alimentos, no mercado mundial, vai ser muito difícil que África, pelos tempos mais próximos venha a poder concorrer. Mas produzir para comer vai sempre poder, e deve fazê-lo, com urgência, sobretudo naqueles países que continuam a atravessar uma tremenda devastação pela fome.
Se em alguns lados chove demais e noutros falta a água, além dos caudais de alguns imensos rios, em grande parte desaproveitados, duas coisas podem ser feitas:
- primeiro levar água para onde ela escasseia. Tudo quanto é necessário para isto são tubos! Muita tubulação. Leva-se gás e petróleo em condutos, a milhares de quilômetros de distância, porque não levar a água para salvar vidas? Não a céu aberto porque a evaporação comeria a maioria do esforço e nem sequer permitiria que percorresse grandes distâncias;
- depois realocar algumas populações para áreas de onde possam tirar da terra o alimento básico de sobrevivência, e
- meia dúzia de enxadas!
Não são necessários tantos bilhões de dólares, como os que estão a ser oferecidos a bancos e industriais que se foram abaixo por desmedida ganância.
Poucas migalhas desses valores seriam suficientes para ajudar a sobreviver milhares, centenas de milhares de vítimas do “esquecimento” mundial.
Para já que encontrem maneira de comer e sobreviver. Depois, mais tarde, um dia, certamente se achará outra solução para os ajudar a subir (descer!) outro degrau a caminho da miserável vida “civilizada”: passar do campo, pobre, mas digno, para as cidades, onde, por enquanto, a vida se torna paupérrima e indigna.
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
17-abr-09

9 de abr de 2009

O Diabo (do livro de Inácio Rebelo de Andrade "Os pecados do Diabo...")
Duas "histórias"
(muito) mal contadas

Sempre devemos desconfiar do que nos contam, mas quando é o Diabo que nos conta... onde há fumo há fogo. E que fogaréu!
1.- Um delegado da PF, de curioso nome – Proto genes – fez uma curiosa investigação sobre um dos milionários cá do pedaço, um tal de Daniel Dantas. O delegado, que se está agora a ver, anda doidinho para entrar na política, decidiu investigar a fundo a questão, dando à operação o codinome de “Satiagrá”, palavra de origem indiana que os portugueses conheceram bem quando perderam as colônias na Índia!
Fez umas centenas ou milhares de grampos telefônicos, com e sem autorização judicial, e chegou a grampear até o seu chefe! Investigação é investigação.
Apresentado o relatório, logo um juiz deu voz de prisão ao Dantas. Não tardou vinte e quatro horas e este obtinha um “habeas corpus” do Supremo. O juiz não gostou, reclamou, e mandou o Danielzinho de volta ao xadrez, e o Supremo, idem, idem, tirou-o da cela. Discussão entre juiz e ministro do supremo, teatro midiático, quem acaba por ser suspenso de suas funções é o Proto delegado.
E aqui é que a história está a ficar envolta em “fog londrino”, quando nada se vê, porquanto se o delegado abusou de suas atribuições, o que merecia punição, foi cutucar em ninho de marimbondo, daqueles ferozes que mordem antes e nem perguntam se doeu.
Corre pela Internet, com documentação anexada, que o famigerado Dantas é o sócio do lulinha, o filho querido do big kxk, que enriqueceu da noite para o dia: foi de limpador de chimpanzés no zoológico, a fazendeiro, criador de gado de pedigree, latifundiário com várias propriedades espalhadas pelo país, daquelas grandes onde o MST não vai (!!!), e com fortuna avaliada já em muitos milhões de qualquer moeda.
Ora, investigar o banqueiro Dantas e ver onde ele colocou tanto dinheiro surrupiado – o trivial na política brasileira – pressupõe investigar o minino do big líder, e isso é que é chato!
Ao ser sabatinado numa CPI, quando lhe perguntaram se também tinha investigado o lulinha e sua mamãe condecorada pela Força Aérea Brasileira e pelo presidente de Portugal – por seus grandes feitos históricos em serviço de... de quê mesmo? – o Proto, prontamente negou: “Não, isso eu não fiz!”
Impossível não ter feito, porque grande parte do dinheiro desviado pelo tal Dantas muito possivelmente foi para os bolsinhos, aliás, bolsões do lulinha e...
Mas ninguém precisa se preocupar com isso. O “fog” não desaparece e como ainda sobrou dinheiro para uma pizza... no final viram todos muy amigos.
Viva a ética e a justiça!

2.- Ontem, sexa big kxk (não esqueçam que se deve ler “caxique”) decidiu demitir o presidente do Banco do Brasil porque praticava juros altos! Maravilha das maravilhas.
Deu-lhe o fora e colocou no seu lugar... outro camarilha que, vejam só a coincidência, é o candidato da extrema esquerda a presidente do PT, recomendado, como é evidente, pelo chefe do gabinete do big, uma das grandes eminências pardas que comandam o desmonte deste país, enquanto o “cara” se esbalda, mundo fora, em ditos graciosos, inúteis e chulos! Se eu acertasse na loteria como estes casos se acertam...
Continuando. O “cara” quer juros baixos para todo o mundo, berra que o Banco do Brasil não precisa ter lucros porque é um banco em que do Estado, e com essa determinação as ações despencaram porque “esqueceram” que tem um elevado percentual do seu capital em mãos de acionistas particulares que assim vêm, para além da crise, o seu patrimônio ser comido.
É evidente que esta é uma medida eleitoreira e bolchevique. Mas o mais engraçado, e triste, desta história é que parece que “cara” mandou seguir o caminho dos Lehman Brothers da vida, enchendo a carteira de créditos podres, e o povo que... “sifu”*!
Mas não há problema nenhum. O “Zé” pagará os prejuízos já que a impressora de moeda está lá bem à mão. E como já se começou a discutir a hipótese de desenhar notas novas de Real, um internético deu a sua opinião “Só falta agora criar uma nota com a cara do Lula; vai ser uma nota com um 0 a esquerda.”
Esperemos para ver melhor logo que os problemas aflorem mais, se é que vão chegar ao conhecimento público.
* sifu - terminologia presidencial brasiliense

do Brasil, por Francisco G. de Amorim
9 abr. 09

5 de abr de 2009

Loirões do G.20! Cheguei!

O “cara” e o G-20


Foi grande o sucesso do nosso big kxk durante o G 20! Alvo de atenções e cortesias, todos se riam quando estavam a seu lado. Bonito para ele e para o Brasil. Mas...
O Brasil que cresceu com a brutal inflação/especulação que levou ao desastre que agora se está a atravessar, deve-o à política implantada por FH, o tal que deixou a “herança maldita”, com juros altos, controle da moeda e da inflação e promoção das exportações, contra o que o analfabeto grevista sempre esbravejou e gritou!
Chegou a pedir o impeachment do presidente Fernando Henrique, para depois seguir de forma rigorosamente igual a sua política econômica!
Entretanto em mais de seis anos de (des)governo, com um crescimento absurdo das contas públicas, e a permissão para que a corrupção e a desmoralização do poder público atingissem níveis jamais previstos, não houve crescimento interno! O Brasil cresceu com as exportações, com os preços absurdos das commodities, com a esmola eleitoreira das bolsas-família e outras, mas em termos de infra estrutura, estagnou.
O PIB deve grande parte do seu “crescimento” à arrecadação de impostos, e ao aumento desregrado de funcionários públicos! Segundo o prof. Ricardo Bergamini, com base nos números conhecidos no mês de Dezembro de 2008, comparando com dezembro de 2002, houve aumento do efetivo da ordem 316.809 servidores: Legislativo - 4.739; Judiciário -13.455; Executivo Civil - 111.346 e Ex-territórios e DF de 12.939.
Não há dúvida que o nosso big líder tem lá fora um grande acolhimento, e é mesmo “o cara”, “0 boa pinta” palavras simpáticas de Barak Obama, para não lhe chamar de “o bobo”. Jamais tal definição de um presidente havia sido citada em toda a história: “O cara”!
Cada vez que o “cara” abre a boca, quando não usa frases feitas e gastas, é para usar palavreado chulo ou para ofender, como no caso dos “loiros de olhos azuis”, os culpados pela situação mundial.
Com palavras dele: depois de ter vivido, como líder grevista a insultar o FMI e sua “gangue”, agora acha chique emprestar dinheiro ao mesmo FMI”!
Todo o mundo sabe que o grande espetáculo que anunciou o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), foi uma estrondosa mentira. Os países têm embaixadores no Brasil e comentam, com seriedade, o que aqui se passa. Mas Lula, que vive 80% do seu tempo fora do gabinete, em viagens dentro ou fora do Brasil, leva com ele aquele sorriso dos “boa praça” brasileiros, que riem, entretêm, bebem umas caipirinhas e nada resolvem, porque não resolvendo não criam atritos com os correligionários! Empurra com a barriga, diz umas piadas bobas, faz rir os interlocutores, e vira assim o “cara”, o “bobo”.
Como agora, quando não quis almoçar ao lado do facínora do Sudão, mas sobre o assunto não abre a boca. Foge às responsabilidades e... fica “na dele”!
O Brasil tem tudo para crescer e se alinhar com os países do primeiro mundo.
Só não tem quem o governe com seriedade e voltado para o desenvolvimento. É sabido que qualquer presidente que chegue para transformar este país, vai viver um inferno de greves e oposições. Terá que demitir vinte ou trinta por cento, ou mais, dos funcionários públicos fantasmas ou inúteis, os mais de 20.000 cargos “de confiança” lá colocados pelo “cara” e pelo PT, acabar com o bodo dose constantes aumentos de salários e benefícios aos gestores públicos, deputados, senadores e até juízes, e fazer ainda muito mais estrago no status quo atual.
Isso custa muito, muito mesmo, em termos de desgaste político. Mas sem esse choque de ordem, o Brasil não passa de um país com “caras bacanas”!
Nós não queremos ser um país de “caras bacanas”, nem a república das bananas. Queremos ser um país respeitado e admirado por suas atitudes éticas e coerentes, pelo seu desenvolvimento geral e social, pelo respeito às culturas indígenas e não pelo retalhar do território, mas para isso terá por começar por se moralizar a função pública e política.
Dizia há dias uma correspondente da CNN em Moscovo que a Rússia não é um país democrático porque lhe faltam as três bases: imprensa livre (nisso o Brasil pode gloriar-se, mas o governo luta para limitar essa liberdade!), judiciário independente e eficiente (coisa rara, por aqui) e oposição política, totalmente inexistente.
Os teóricos partidos políticos de “oposição” contentam-se com os “presentes” que o big líder lhes oferece e ficam quietos. Oposição nesta terra... não há, e até dentro do suposto principal partido oposicionista a briga interna pela liderança é maior do que a externa pelo país.
Por este andar as perspectivas são de continuarmos a ter um “cara bacana”, que não vê, nem ouve, nem fala... a não ser para dizer besteirol!
É assim o “país... do futuro”!
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
4 abr. 09

1 de abr de 2009

Esqueceram de abortar estes dois!

HIV, camisinha, sexo ?

No texto anterior (Povo) citei esta afirmação feita por um muçulmano: a civilização ocidental está chegando ao fim, porque não possui mais aquele acervo de valores que lhe deu sua proeminência.
É difícil não concordar com esta linha de pensamento.
Onde estão mais a educação moral, a ética, o respeito pelo próximo, pela família, pelos antepassados, pelos mestres, pela decência, pela vergonha, hombridade, nobreza de caráter, humildade, e todos os grandes valores morais que nossos pais procuraram nos transmitir?
Todos fomos jovens, todos fizemos muita coisa que não gostaríamos de ver exposta a público, mas era difícil, talvez impossível, encontrar alguém falando aberta e descaradamente sobre os temas que hoje dominam o “nosso” mundo ocidental: a ganância e o sexo.
Fazem-se centenas, talvez milhares de filmes cada ano. Será que aparece um só, unzinho mesmo, sem cenas de violência, ganância, hipocrisia, traição e sobretudo muito sexo, na maioria das vezes nojento?
É essa a educação e os valores morais que estamos a deixar aos nossos filhos e netos. E será isso mesmo que desejamos para eles? Ou simplesmente nos acovardamos com medo de gritar um BASTA a esse sistemático e premeditado desmonte da tradição e com ela o desmonte da família?
O mundo soube gritar contra o Papa quando ele afirmou que a camisinha não vai resolver o problema da AIDS. Talvez não tenha sido feliz na sua afirmação. Mas a grande, e mais infeliz ainda, verdade, é que não é esse o remédio. O mal está já enraizado nas mentes das novas gerações, para quem sexo indiscriminado e traição, sobretudo traição aos valores morais dos seus pais (quando estes ainda os têm) são os objetivos básicos de suas vidas.
Subir na vida à custa de quem quer que seja, com traições e corrupções, e “comer” toda a mulher, e vice-versa, todo o homem, que apareça pela frente, são as grandes glórias que, sobretudo os filmes, novelas e propaganda de quase qualquer produto, inflamam na mente destas gerações, e que elas almejam em suas vidas... vazias.
Desde o mais simples anúncio de um apartamento, de um carro, de um sabonete, lá vem explícito o apelo ao erótico, ao sexo, e até à frase que parece dominar a nossa governação: “ilegal, e daí?”
Não é a camisinha que vai resolver o problema, que acaba funcionando como pouco mais do que uma aspirina para quem está com câncer!
Enquanto a imoralidade correr desbragada, e continuar a ser incentivada como tem vindo a ser, não há camisinha que resolva.
Os valores morais estão a perder-se, e quando uma voz se levanta para os defender, o mundo se volta contra ela!
Com o aborto algo semelhante se está a passar: façam sexo com quem muito bem lhes apetecer e depois assassinem a criança fruto da vossa incapacidade humana e moral.
Agora em Inglaterra uma criança de 13 anos deu à luz um filho. Há pelo menos cinco garotos, da mesma idade que se dizem pai da criança! Onde estão os pais da garota? Que pouca vergonha reina no seio daquela gente para permitir a, porque não dizer a palavra certa, prostituição daquela menina?
A humanidade que cresce em número, em ciência, e parece que em ódio entre alguns povos, decresce vertiginosamente em valores básicos.
Não queremos a charia, que covardemente defende o direito dos homens e dos mais fortes, nem a inquisição de triste memória, nem guilhotina, nem fuzilamentos, nem forca, menos ainda a lei de Lynch.
Mas Deus sabe o quanto lamentamos assistir a toda esta degradação, fazendo-nos pensar e temer ao prever o futuro, negro, da sociedade onde nascemos e vivemos.
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
01 abr. 09