29 de set de 2008


Afinal... de que tamanho é o Brasil ?


Muito importante que os jovens de hoje tomem conhecimento do perigo que corre o Brasil de perder parte do seu precioso território a troco de nada.


PERIGO DE INVASÃO MILITAR EM RORAIMA - depoimento de uma testemunha ocular –

No momento em que tanto se fala da cobiça internacional sobre a Amazônia, da ação de ONGs de todos os tipos agindo livremente na região Norte, de estrangeiros vendendo pedaços da nossa floresta, da encrenca que está sendo a homologação da Raposa/Serra do Sol, de índios contra índios, de índios contra não-índios, das ações ou omissões da Funai, do descontentamento das Forças Armadas com referência os rumos políticos que estão sendo dados para esta quase despovoada mas importantíssima parte das fronteiras da nação, é mais do que preciso falar quem sabe, quem conhece, quem vivencia ou quem tenha alguma informação de importância.
Assim sendo, para ficar registrado e muito bem entendido, vou contar um acontecimento de magna importância, especialmente para Roraima, e do qual sou testemunha ocular da História.
Corria o ano de 1993 – portanto, já faz 15 anos. Era governo de Itamar Franco e as pressões de alguns setores nacionais e vários internacionais, para a homologação da Raposa/Serra do Sol, eram fortes e estavam no auge. Tinha-se como certíssimo de que Itamar assinaria a homologação
Nessa época, eu era piloto da empresa BOLSA DE DIAMANTES, que quinzenalmente enviava compradores de pedras preciosas para Uiramutã, Água Fria, Mutum e vizinhanças.
No dia 8 de setembro de 1993, aí pelas 17:00, chegamos em Uiramutã, e encontramos a população numa agitação incomum, literalmente aterrorizada. Dizia-se por toda parte, que Uiramutã ia ser invadida, que havia muitos soldados "americanos", já vindo em direção à localidade.
A comoção das pessoas, a agitação, o sufoco eram tão grandes que me contaminou, e fui imediatamente falar com o sargento PM que comandava o pequeníssimo destacamento de apenas quatro militares, para saber se ele tinha conhecimento dos boatos que circulavam, e respondeu-me que sabia do falatório. Contou-me então que o piloto DONÉ (apelido de Dionísio Coelho de Araújo), tinha passado por Uiramutã com seu avião Cessna PT-BMR, vindo da cachoeira de ORINDUIKE, no lado brasileiro, (que os brasileiros erradamente chamam de Orinduque), contando para várias pessoas, que havia um acampamento enorme, com muitos soldados na esplanada no lado da Guiana, na margem do rio Maú, nossa fronteira com aquele país.
Aventei a necessidade de que o sargento, autoridade policial local, fosse ver o que havia de fato e falei com o dono da empresa, que aceitou, relutante e receoso, emprestar o avião para o sargento. Como, entretanto, o sol já declinava no horizonte, combinamos o vôo para a manhã seguinte.
Muito cedo, o piloto Doné e seus passageiros, que tinha ido pernoitar na maloca do SOCÓ, pousaram em Uiramutã. Eu o conheci nessa ocasião, e pude ouvir dele um relato. Resumindo bastante, contou que na Guiana havia um grande acampamento militar e que um avião de tropas estava trazendo mais soldados para ali. Estávamos na porta da Delegacia, quando chegou uma Toyota do Exército, com um capitão, um sargento e praças.,vindos do BV 8. Ele ia escolher e demarcar um local para a construção do quartel de destacamento militar ali naquela quase deserta fronteira com a Guiana. BV 8 é antigo marco de fronteira do Brasil com a Venezuela, onde há um destacamento do Exército, na cidade de Pacaraima. Muito interessado e intrigado com o fato, resolveu ir conosco nesse vôo.
O capitão trazia uma boa máquina fotográfica e emprestei a minha para o sargento. O vôo foi curto, apenas seis minutos. Demos tanta sorte, que encontramos um avião para transporte de tropas, despejando uma nova leva de soldados, no lado guianense. Voando prá lá e prá cá, só no lado brasileiro, os militares fotografavam tudo, e o capitão calculou pelo número de barracas, uns 600 homens, até aquele momento.
Fiz diversas idas e vindas e, numa delas vi o transporte de tropas decolando e virando para a esquerda. Exclamei para o capitão: eles vem pra cima de nós! Como é que você sabe? Perguntou. Viraram para a esquerda, que é o lado do Brasil e, não da Guiana, respondi. Girei imediatamente a proa para Uiramutã e, ao nivelar o avião, o capitão me disse muito sério: estamos na linha de tiro deles! Foi então que olhando para a direita, vi à curta distância e, na porta lateral do transporte, um soldado branco, com um fuzil na mão.
Confesso que foi um grande susto! O coração parecia-me bater duas e falhar uma. Quem conhece a região, sabe que ali naquela parte, o Maú é um rio muito sinuoso. Enfiei o avião fazendo zig-zag nesses meandros, esperando conseguir chegar em Uiramutã. Se atiraram, não ficamos sabendo, mas após o pouso, havia muita gente na pista, que fica juntinho das casas. Agitadas, contaram que aquele avião tinha girado duas vezes sobre nós e a cidade, tomando rumo de Lethen, na Guiana, onde há uma pista asfaltada, defronte de Bomfim, cidade brasileira na fronteira.
Com esse fato, angustiou-se mais ainda a população, na certeza de que a invasão era iminente. O capitão determinou ao sargento e a mim, que fizéssemos imediatamente um relatório minucioso, para ser envido ao comando da PM, em Boa Vista e partiu acelerado de volta ao pelotão de fronteira no BV 8.
Na delegacia, o sargento retirou o filme da minha máquina fotográfica, para enviar ao seu comando e eu datilografei um completo relatório que ele colocou em código e transmitiu via rádio para Boa Vista. Naquela época, o chefe da S2 da PM (Seção de Inteligência), era o major Bornéo.
Uns quatro dias depois que cheguei desse giro das compras de diamantes, tocou a campainha da minha casa, um major do Exército. Apresentou-se e pediu-me para ler um papel, que não era outro, senão aquele mesmo que eu datilografara em Uiramutã , e do qual o comando da PM enviara cópia para o comando do Exército em Boa Vista. Após ler e confirmar que era aquilo mesmo, pediu-me para assinar, o que fiz. Compreendi que tinha sido testemunha de algo grande, maior do que eu poderia imaginar, e pedi então ao major, para dizer o que estava acontecendo, uma vez que parte daquilo eu já sabia. Concordou em contar, desde que eu entendesse bem que aquilo era absolutamente confidencial e informação de segurança nacional. Concordei.
Disse o major, que a embaixada brasileira em Georgetown tinha informado ao Itamarati, que dois vasos de guerra, um inglês e outro, americano, haviam fundeado longe do porto, e que grandes helicópteros de transporte de tropas, estavam voando continuamente para o continente, sem que tivesse sido possível determinar o local para onde iam e o motivo.
Caboclos guianenses (índios aculturados) tinham contado para caboclos brasileiros em Bomfim, cidade de Roraima na fronteira, terem os americanos montado uma base militar logo atrás da grande serra Cuano-Cuano, que por ser muito alta e próxima, vê-se perfeitamente da cidade. O Exército brasileiro agiu com presteza, e infiltrou dois majores através da fronteira, e do alto daquela serra, durante dois dias, filmaram e fotografaram tudo. Agora, com os fatos ocorridos em Orinduike, próximo de Uiramutã, nossa fronteira Norte, fechava-se o entendimento do que estava acontecendo.
E o que estava acontecendo? As pressões internacionais para a demarcação da Raposa / Serra do Sol apertavam, na certeza de que o Presidente Itamar Franco assinaria o decreto. Em seguida, a ONU, atendendo aos "insistentes pedidos dos povos indígenas de Roraima", determinaria a criação de um enclave indígena sob a sua tutela, e aí nasceria a primeira nação indígena do mundo. Aquelas tropas americanas e as inglesas, eram para garantir militarmente a tomada de posse da área e a "nova nação".
Até a capital já estava escolhida: seria a maloca da Raposa, estrategicamente localizada na margem da rodovia que corta toda a região de Este para Oeste, e divide geográfica e perfeitamente a região das serras daquela dos lavrados roraimenses – que são os campos naturais e cerrados.
Itamar Franco – suponho – deve ter sido alertado para o tamanho da encrenca militar que viria, e o fato é que, nunca assinou a demarcação.
Nessa mesma ocasião (para relembrar: era começo de setembro de 1993), estava em final de preparativos, o exercício periódico e conjunto das Forças Armadas nacionais, na cidade de Ourinhos, margem do rio Paranapanema, próxima de Sta. Cruz do Rio Pardo e Assis, em São Paulo, e Cambará e Jacarezinho, no Paraná. Com as alarmantes notícias vindas de Roraima, o Alto Comando das Forças Armadas mudou o planejamento, que passou a chamar-se "OPERAÇÃO SURUMU" e, como já estava tudo engrenado, enviou as tropas para Roraima. Foi assim que à partir da madrugada de 27 de setembro de 1993, dois aviões da VARIG, durante vários dias, Búfalos, Hércules e Bandeirantes despejaram tropas em Roraima. Não cabendo todas as aeronaves militares dentro da Base Aérea, o pátio civil do aeroporto ficou coalhado de aviões militares. Chegaram também os caças e muitos Tucano. Veio artilharia anti-aérea, localizada nas cercanias de Surumu, e foi inclusive expedido um aviso para todos os piloto civis, sobre áreas nas quais estava proibido o sobrevôo, sob risco de abate.
Tendo como Chefe do Comando Militar da Amazônia (CMA), o general de Exército José Sampaio Maia – ex-comandante do CIGS em Manaus, e como árbitro da Operação Surumu, o general de Brigada Luiz Alberto Fragoso Peret Antunes (general Peret), os rios Maú, Uailã e Urariquera enxamearam de "voadeiras" cheias de soldados. Aviões de caça fizeram dezenas de vôos rasantes nas fronteiras do Norte. O Exército também participou com a sua aviação de helicópteros, que contou com 350 homens do 1º, 2º e 3º esquadrões, trazendo 15 Pantera (HM-1) e 4 Esquilos, que fizeram um total de 750 horas de vôo. Vieram também cerca de 150 pára-quedistas militares e gente treinada em guerra na selva. A Marinha e a Força Aérea contribuíram com um número não declarado de homens, navios e aeronaves.
Dessa maneira, não tendo Itamar Franco assinado o decreto de demarcação da Raposa / Serra do Sol e, vindo essas forças militares para demonstrar que a entrada de soldados americanos e ingleses em Roraima, não seria feita semgrandes baixas, "melou" e arrefeceu a intenção internacional de apossar-se desta parte da Amazônia, mas não desistiram.
Decepcionando muito, embora sendo outro o contexto político internacional, Lula fez a homologação dessa área indígena, contestada documentalmente no Supremo Tribunal e, ainda tentou à revelia de uma decisão judicial, retirar "na marra", os fazendeiros e rizicultores ("arrozeiros") dessa área, que como muita gente sabe – inclusive os contrários – tem dentro dela propriedades regularmente documentadas com mais de 100 anos de escritura pública e registro, no tempo em que Roraima nem existia, e as terras eram do Amazonas. Agora, entretanto, os interesses difusos e estranhos de muitas ONGs, dizem na Internet, que esses proprietários são "invasores", quando até o antigo órgão anterior ao INCRA, demarcou e titulou áreas nessa região, e que a FUNAI, chamada a manifestar-se, disse por escrito, que não tinha interesse nas terras e que nelas, até aquela ocasião, não havia índios.
As ONGs continuam a fazer pressão, e convém não descuidar, porque nada indica que vão desistir de conseguir essas terras "para os índios", e de graça, levarem além de 1 milhão e 700 mil hectares – quase o tamanho de Sergipe – tudo o mais que elas tem: ouro, imensas jazidas de diamantes, coríndon, safira de azul intenso, turmalina preta, topázio, rutilo, nióbio, urânio, manganês, calcáreo, petróleo, afora a vastidão das terras planas, propícias à lavoura, área quase do mesmo tamanho onde Mato Grosso planta soja que fez a sua riqueza.
Isso, é o que já sabemos, porque uma parte disso foi divulgada numa pesquisa da CPRM – Cia. de Pesquisa de Recursos Minerais, em agosto de 1988 (iniciada em 1983), chamada de Projeto Maú, que qualifica essa parte da Raposa/Serra do Sol, como uma das mais ricas em diamantes no Brasil, sendo o mais extenso depósito aluvional de Roraima, muito superior ao Quinô, Suapi, Cotingo, Uailã e Cabo Sobral. Essa pesquisa foi inicialmente conduzida pelo geólogo João Orestes Schneider Santos e, posteriormente, pelo também geólogo, Raimundo de Jesus Gato D´Antona, que foi até o final do projeto, constatando a possibilidade da existência de até mais de 3 milhões de quilates de diamantes e 600 Kg de ouro. Basta conferir a cotação do ouro e diamantes, para saber o que valem aquelas barrancas do rio Mau, só num pequeno trecho.
A "desgraça" de Roraima é ser conhecida internacionalmente na geologia, como a maior Província Mineral já descoberta no planeta. Nada menos que isso!
E o que ainda não sabemos? Essa pesquisa, feita em pouco mais de 100 quilômetros de barranca do rio, cubou e atestou a imensa riqueza diamantífera da área. Entretanto, o Estado de Roraima ainda tem coríndon, manganês, calcáreo e urânio, afora mais de 2 milhões e 100 mil hectares de terras planas agricultáveis, melhores que aquelas onde plantam soja no Mato Grosso.
Izidro Simões
66 anos, aposentado em 2005, 42 anos de aviação, sendo 31 por toda a Amazônia, dos quais, 20 em Roraima, onde reside.
izidropiloto@oi.com.br



Como é sempre bom confirmar veracidade do texto e autor – e são autênticos – achei que seria útil obter, mesmo veladamente, a opinião de alguém que muito prezo e admiro, e, caso raro, não metido nas corrupções, de qualquer ordem, mas que vive entre as altas esferas do poder, e que assim me respondeu :

Meu caro,
Espero que todos estejam bem.
Sem insultá-lo com desculpas relativas ao volume de trabalho, que é mesmo grande, mas o fato é que ando viajando com frequência mas sem ir ao Rio. As andanças envolvem seminários e palestras que exigem preparação, então...
Tenho acompanhado todas as tuas mensagens e o quanto posso as notícias. Por sorte tenho gente que está lidando muito de perto com este problema das reservas e te asseguro que ninguém está dormindo. O problema é complexo e tem muito fogo amigo na jogada atrás de faturar. A traição é fato comum na história dos homens.
Todos aqui vão bem e adaptando-se bem à cidade e à vida aqui. A ver o que virá.
Mando os melhores desejos de que tudo lhe sorria e prometo visita quando por aí for.
“x”

Como se vê o assunto é grave. Gravíssimo. Há MUITO em jogo nas chamadas terras indígenas, tais como ouro, petróleo, gás, e tudo o mais quanto a imaginação de cada um for capaz. E atrás dessas riquezas, os índios... olham, e esperam para ver qual o conjunto dos mais ricos que abocanhará o bolo!
Entretanto, hoje saiu no jornal mais um texto interessante. Do prof. Denis Rosenfeld, em que deixa no ar a pergunta: e os agricultores, que estão em áreas hoje chamadas reservas indígenas e cujos terrenos lhes foram concedidos legalmente, alguns há mais de 20 anos, dom títulos de posse, tudo perfeitamente “legalizado”?
O problema é extremamente complexo, mas com o super governa-se a perdoar os vergonhosos calotes dos vizinhos e muy amigos, Morales e Correia, não seria para admirar que “vendesse” também um substancial parte da Terra Brasilis à comunidade internacional.
O país corre perigo. De fato. Tomos temos que estar muito atentos

do Brasil , por Francisco G. de Amorim
29-set-08

24 de set de 2008


A crise e a crise !

Crise é como mosca, mosquito e jacaré: existe há centenas de milhões de anos e não se antevê que acabem. Nem os jacarés, tão perseguidos por causa da sua pele.
Diz a Bíblia que houve uma “crise” quando se construía a Torre Babel, e assim a construção foi interrompida; houve graves crises nos vários impérios que se esfumaram na história – sassânida, egípcio, persa, romano, inglês e até o pseudo português – e agora chegou a crise que demorou a manifestar-se: a da ganância e da roubalheira!
O presidente do Lehman Brthers, quando o banco em 2007, já deveria estar a pedir esmola para sobreviver, ganhou algo como 45 milhões de dólares pelo seu “brilhante” desempenho! Qualquer coisa como uns mil e quinhentos salários médios de trabalhador americano! Não foi só este “presidente”. Todos os presidentes dessas maravilhosamente fortes e seguras empresas, recebiam algo no mesmo padrão.
Os juízes do supremo americano são bem mais modestos: ganham por ano US$ 208.000 e só o presidente dessa suprema corte tem direito a automóvel, a que aliás renunciou! Um dos juízes ia para o trabalho no seu carrinho. Um Fusca! Nem Cadillac era.
No Brasil, o país do futuro, e da vergonha presente, os juízes do nosso supremo, têm um salário semelhante, mas... todos têm carro com motorista à custa do Zé.
Alguém ficou admirado com isto? Não é caso para tanto, já que aqui o salário mínimo é de cerca de US$ 245, o que significa que sexas ganham, fora o carro, importado, que podem trocar a cada dois anos, mais o salário do motorista, alguma coisa como cinquenta e sete salários mínimos nacionais!
Mas aqui não há crise, como também não há vergonha nem educação e muito menos cultura. O povo come o que lhe dão, salgado, e, em média trabalha cinco meses e meio por ano só para pagar impostos, que equivalem a 45% do PIB bruto. Mais do que em França que luta para diminuir seu déficit.
Apesar da euforia luliana petista, qualquer dia a “crise” vai chegar. E os grandes edifícios erguidos à vaidade vão ruir.
E atingirá quem? Os mais desfavorecidos. É óbvio.
do Brasil, por Francisco G. de Amorim

23 set. 08

17 de set de 2008

Paraíso à vista !

Por aqui “as coisas” estão muito melhores! Analisando com atenção o quadro abaixo vê-se que “o Rio de Janeiro continua - cada vez mais - lindo”!
Considerando estes números como sendo de todo o Estado do Rio, com cerca de 15 milhões de habitantes, a probabilidade de um turista, que passa uma semana no Rio, insisto, maravilhoso, se envolver num destes problemas, é quase igual a jogar na loteria e acertar!
Por exemplo, o mais comum: roubo de telefones celulares. Roubam-se uns 25 por dia, o que, para uns 10 milhões de pessoas que o utilizam neste Estado, dá 0,00025% de probabilidades de um carioca ou fluminense ser “contemplado” com esse aborrecimento. Já um turista terá que dividir esta perspectiva por 52, se passar aqui só uma semana, ou por 26 se tiver “coragem” para continuar a gozar as maravilhas desta terra, e assim o percentual cairá para 0,0000048 ou, na “pior das situações” para 0,0000096%
Nos homicídios o problema é bem mais simples, uma vez que a quase totalidade se passa em zonas de pobreza, tráfico de armas e drogas, lutas de gangues, etc. De qualquer maneira a possibilidade de atingir um turista, extasiado perante a beleza única desta terra, é de 0,0000025%, ou seja de 1 para 38.805.970! Moral da história: podem, e devem vir ao Rio, sem medo, e ainda jogar na loteria! As chances são iguais!
Entretanto vão, de preferência com guias turísticos, amáveis, agradáveis, sorridentes, ao Pão de Açúcar, ao Corcovado (aumentando os riscos de assalto, mas levando pouca coisa nos bolsos o prejuízo vira vantagem, pela história que levarão para contar), gozar as areias de Ipanema, onde à farta se apreciam as belezas da nossa juventude, que fazem crescer água na boca, beber uns chopinhos gelados, comer o melhor churrasco do planeta, visitar as escolas de samba, e ainda esperar por aquele “assaltinho” bonito, em que se divide com o assaltante o dinheiro que leva no bolso, para não voltar a pé para casa.
Onde já se viu tamanho conjunto de alegrias?

A criminalidade no Estado do Rio de Janeiro: o primeiro número é de Junho de 2007, o segundo de 2008 e o terceiro a média anual; na segunda linha vão os números dos primeiros semestres de 2007 e 2008

Homicídio doloso - - 445 - - 402 - - 4.824
- - 3.135 - - 2.859
Assalto a transeuntes - - 5.080 - - 5.548 - - 66.579
- - 28.453 - - 33.300
Furto de veículos - - 1.780 - - 1.780 - - 21.360
- - 11.052 - - 10.748
Roubo de veículos - - 2.588 - - 2.131 - - 25.572
- - 17.070 - - 13.998
Assalto em ônibus - - 690 - - 628 - - 7.536
- - 4.357 - - 4.134
Roubo de celulares - - 648 - - 728 - - 8.736
- - 3.822 - - 4.070

Por este andar o Éden terrestre não vai só ser, vai continuar a ser, Carioca!

Do Brasil, por rancisco G. de Amorim

18 set. 08

15 de set de 2008

Pátria ?!
Para quem não tomou conhecimento, começou há pouco a ser publicada uma nova revista “NOVA ÁGUIA”, (http://novaaguia.blogspot.com/) cuja finalidade primária é mais um encontro da Lusofonia.
Como Lusofonia pode ser um tema inesgotável, já que é a falar – a mesma língua – que as gentes se entendem, a primeira edição impressa, com quase 170 páginas de muito boa literatura, e filosofia, foi dedicada ao tema “A idéia de Pátria”.
Muito interessante a ordenação dos textos apresentados, que nos levam desde “a certeza” de que não pode haver apátridas, segundo a definição generalizada de que Pátria “é a terra dos pais”, e pais todo tiveram, até à opinião, apresentada por Palma Dias, de Sêneca, que foi mais longe afirmando que “Pátria é a terra em que nos sentimos bem”!
Há anos inseri num livro meu (“Loisas da Arca do Velho”- 2001), sem ter pedido autorização ao autor, apesar de ter tentando encontrá-lo, um texto que continuo a considerar maravilhoso, sobretudo para aqueles que, como eu e muitos milhares, se encontram fora da “terra dos pais”! Depois de muita coisa dita e escrita e pensada sobre a Pátria, não resisto à tentação de o reproduzir mais uma vez, e a que o autor deu o título de:
O país onde nunca se chega
“O exílio é o momento em que o homem se dá conta, freqüentemente com dor, do apego quase carnal que tem por seu território (país, terra natal, pátria) e por seu grupo (família, amigos, comunidade, nação) de origem.
Esse espaço, que nos modelou, e que cada um de nós, por sua vez, modela à sua feição, é também o espaço de nostalgia, da saudade do retorno. A palavra enuncia ao mesmo tempo a causa e o remédio. Na ilusão de que o remédio (o retorno) bastará para curar o mal suprimindo-lhe a causa (o exílio), a saudade enceta um patético trabalho de memorização, reminiscência e imaginação. Em relação aos locais escolhidos para esse fim, desencadeia um autêntico processo de sacralização e, dessa forma, coloca o espaço e o tempo em um mesmo plano, dando margem a se acreditar que a abolição de um acarreta a abolição do outro.
Mas nem todos os exílios se assemelham. Há os longos e os menos longos, os definitivos e os provisórios. Alguns são impostos (banimento, deportação, fuga); outros, desejados - pelo menos aparentemente. O término de alguns só depende do próprio exilado, enquanto o outro se subordina a decisões alheias. Tampouco a saudade é sempre a mesma. A do exilado político não se iguala à do imigrante, a do trabalhador emigrado não coincide com a do colono. Ela varia em função da relação que o exilado mantém com a sua terra natal, de um lado, e com a terra que o acolheu, do outro.
Essa dupla relação modifica-se com o tempo, pois este influi na sensação dos exilados de pertencerem a qualquer lugar. O local e o entorno, o aqui e o lá, o ontem e o hoje - a consciência de todas essas relações e de todas essas diferenças modula a inquietação e a saudade.
No fundo, a saudade expressa bem o que é o exílio: a busca de uma impossível ubiquidade, o sonho de estar aqui e acolá ao mesmo tempo. A saudade alimenta-se de dualismos: duas vidas simultâneas, vividas em dois níveis - o da realidade e o desejo. A realidade de uma vida ativa e presente, material, imediata, cotidiana; e o desejo a uma vida absolutamente interior, secreta, composta de lembranças e da imaginação daquilo que não é mais, mas que poderá voltar a ser - uma vida sobreposta à vida real.
Embora o exílio não cesse de transformá-la, de embelezá-la, a terra da saudade não deixa de ser uma terra conhecida, já experimentada e vivida: a terra natal. Desse ponto de vista, Ulisses pode ser considerado o protótipo do exilado errante em busca do seu país, e a Odisséia, o relato desse exílio e de seu retorno, ou seja, a cura da saudade. Tudo se passa como se o retorno a Ítaca compensasse totalmente a partida ocorrida 10 anos antes. Mas tal retorno não se concretiza, nem tal saudade se esfuma tão fácil e mecanicamente quanto se poderia supor.
Ulisses não navega por navegar, por se sentir atraído pelo mar ou seduzido pela imensidão. Ao contrário do herói de Dante, que transpõe as colunas de Hércules para se aventurar no oceano em busca de novos horizontes, o de Homero é um imigrante como outro qualquer, que só deseja voltar para casa, após passar pela prova da ausência - o que seria enunciado mais tarde, de uma forma prosaica, por outro exilado celebre, Victor Hugo: “Não se pode viver sem pão, nem se pode viver sem pátria”. Com a única diferença que Ulisses não cessa, durante seu périplo, de lutar pelo retorno, de enfrentar obstáculos cujas sucessivas superações, uma a uma, o deixam cada vez mais próximo da sua meta. Além disso, pretende voltar à sua terra na condição de soberano para restaurar a situação anterior, como se 10 anos de ausência nada representassem.
No retorno de Ulisses não há decepção - a decepção que quase sempre substitui a saudade quando se constata que o remédio tão esperado não basta para curar o mal. Pois aquele que volta não é mais o mesmo que partiu, e os lugares que revê jamais estão tal como ele se recorda. O retorno, para o exilado, é um retorno a si mesmo, ao tempo anterior ao exílio - é retrospectiva, retrospecção. Possível no espaço, o retorno é impossível no tempo. Permite todas as esperanças, mas é fonte de decepção e frustração.
Ausente do Ulisses de Homero, a decepção subjaz em todos os Ulisses modernos, como demonstra o de Nikos Kazantzakis. Sua Odisséia começa onde termina a de Homero. Assim que se instala confortavelmente em seu palácio, Ulisses sente invadir-lhe a inquietação. Entediado, começa a sonhar com a nova partida, com as terras maravilhosas que visitou e desprezou. Assim, o partir e o voltar remetem ininterruptamente um ao outro. Há o prazer de ter retornado, mas há sobretudo o prazer de retornar sempre - o que exige partir eternamente. Para a saudade não se transformar em decepção, é preciso manter a expectativa do retorno.”
Escrito por Abdelmalek Sayad, sociólogo argelino, in “O Correio da Unesco”, Brasil, ano 24, nr. 12, Dezembro de 1996. (Acabo de constatar que este brilhante sociólogo faleceu em 1998)
Ainda sob o mesmo conceito, lembro Agostinho Neto, estudante fora da sua terra, ainda que lusófono, depois emigrado, fugido, quando diz que “O oceano separou-me de mim”, para me levar a concluir, depois de ter andado por África duas dezenas de anos e vir terminar meu tempo no Brasil, onde já estou há mais de 35, que “O oceano separou-me duas vezes”!
E voltemos ao conceito de “Pátria”: a terra de meus pais? A terra que me acolheu? Aquela onde me sinto bem? Se o “oceano me separou de mim próprio” por duas vezes, qual é qual neste contexto?
E o que será a Pátria para meus filhos? Filhos de portugueses, nasceram em Angola de onde foram obrigados a sair na altura da confusão, vivem agora no Brasil onde conhecem meia dúzia de pessoas, mas desconhecem totalmente a noção ou significado, moral ou psíquico, de tal palavra.
Nem o conceito de Fernando Pessoa de ter “a língua como Pátria” lhes diz alguma coisa. Serão eles os tais apátridas que a maioria dos textos afirma não ser possível existirem? Os desenraizados, aqueles que praticamente não conheceram a terra dos pais, nem com ela têm qualquer afinidade.
Também não acreditam no 5° Império, que segundo Pinharanda Gomes os árabes já o consideram real - todo o espaço muçulmano - uma vez que o 4° terá sido o Romano!
Em que acreditam então aqueles que estão em condições semelhantes, para quem os feitos de Ourique, verdadeiros ou falsos, que tanto ajudaram a expandir a lusofonia, são desconhecidos?
Qual será o conceito de Pátria para os ciganos que peregrinam pelo mundo à procura de um espaço de sobrevivência condigna que a maioria ainda não encontrou?
É fácil falar de “Pátria” quando se nasceu num torrão de fortes raízes simples, sobretudo quando se tem a oportunidade de aí voltar tantas vezes quantas se queira para “carregar” as baterias desse “amor pátrio”.
Os filhos dos imigrantes são os que não têm pátria. Os pais ainda procuram manter algum vínculo, ou com familiares ou amigos que não emigraram, e que o tempo vai levando, não deixando elo algum a alimentar essa ligação à “terra dos pais”! A luz, a cor, os cheiros da primavera da pátria dos antepassados vira letra de romance.
Quem não vive ou viveu essas condições, e a quem resta um mínimo de consciência, ao ver desmoronar toda uma sociedade, que deveria ter evoluído para ser uma “Pátria única”, mas onde impera a ganância, o sexo e os homicídios em nome do que quer que seja, só consegue estender o seu coração para aqueles que sofrem, em qualquer parte do mundo, independente do lugar onde nasceram os seus pais.

do Brasil, por Francisco G. de Amorim

15 set. 08

12 de set de 2008


Há 38 anos

Manchete no Diário de Luanda, 16 de Agosto de 1970:
GENOCÍDIO NO SUDÃO - “Dez milhões de árabes estão a massacrar quatro milhões de negros”, revela um jornalista norueguês
Há 38 anos já o mundo estava cansado de saber que um brutal genocídio acontecia no Sudão, um “segundo Biafra”, segundo o jornalista Oeying Heradstveit da Noruega Broadcasting Television, que passou 18 dias naquele país, e filmou a situação.
Quase meio século de indiferença do mundo perante essa monstruosidade. Primeiro, porque não era conveniente criar conflito com os países produtores de petróleo, depois porque ninguém se atreve a incomodar a China, a quem o Sudão fornece o petróleo troco de armamento e obras de infra estrutura, além de que a China nem conhecimento toma das reclamações humanitárias mundiais.
Soube este imenso país dar um extraordinário espetáculo com os Jogos Olímpicos, mas, à boa moda maoísta, ou stalinesca, em primeiro lugar, e até ao último, os interesses do Estado, leia-se “nomenklatura” (que terá outro nome e grafia em mandarim) se sobrepõem a qualquer problema que envolva direitos humanos, ou o respeito pelo Outro, qualquer que ele seja.
Descobrir estas notícias em jornais com quase meio século e constatar que continuam a ser manchetes, como “novidade”, e que o mundo absolutamente nada faz para conter tamanha insanidade, e assim parece implicitamente concordar com o massacre, leva-nos a ter que confirmar a covardia dos homens, dos (ir)responsáveis políticos.
Invadiu-se o Iraque com o pretexto de que teria armas de destruição em massa! O quanto de gente há que “destruir” para se considerar situação idêntica, mesmo que se matem “só” cem ou duzentos de cada vez?
Há 38 anos o massacre estava em marcha, Quantos foram mortos até hoje? Quantos faltam para acabar com a etnia mais fraca?
Agora a técnica é mais sutil: deixam-se as populações abandonadas, em áreas desérticas e assim vão morrendo de fome e doenças, economizando-se balas.
A Cruz Vermelha ajuda, mas pouco mais pode fazer do que ajudar aquela pobre gente a morrer mais devagar, porque o fim do conflito ninguém enfrenta nem se interessa em enfrentar.
O dinheiro do petróleo e da corrupção falam mais alto aos assassinos do Sudão, aos seus parceiros comerciais e àqueles que, covardemente, se omitem de intervir.
Assim vai o mundo, e irá. Muito mais importante parece ser o túnel circular de 27 km entre a Suíça e a França, para fazer chocar umas partículas nanicas. Os cientistas vão aprender “à brava” e as populações do Sudão vão continuar a desaparecer!
Só mesmo outro Big Bang geral, com esperança que surja uma nova humanidade mais “animal”, porque os animais dificilmente se dizimam dentro da mesma espécie.
do Brasil, Francisco G. de Amorim
12 set. 08

10 de set de 2008



Nazismo = Sovietismo
A constante repetição da história

Hitler

No final da 1ª Guerra Mundial a Alemanha ficou derrotada, esmagada e envergonhada. Além disso os Aliados impuseram-lhe pesadissimas indenizações que o povo não conseguia pagar, por maior esforço que fizesse, o que levou o país à bancarrota, fome, desemprego, sem que o governo conseguisse sair da situação.
Condições ideais para o surgimento de um ditador, um líder, mesmo maluco e perigoso, como, regra geral, são os ditadores.
Surgiu o Nacional Socialismo que criou uma nova imagem da Alemanha, acabou com o desemprego e negou-se a pagar mais indenizações de guerra, tendo, em dois ou três anos levantado o moral do povo alemão, recuperado o seu orgulho e moral habitual.
Num instante a Alemanha renasce e volta a ser, mais uma vez, numa tremenda potência industrial e bélica, desdenhando dos “tratados de paz” assinados com os Aliados vencedores.
Nova bandeira, hinos celebrando a hegemonia do povo alemão, os “arianos puros” e definido um inimigo comum: os não arianos, sobretudos os judeus, por suas riquezas, a que se lhes juntaram os ciganos. “Limpar” o país. A feroz perseguição começou.
Com a finalidade de ainda mais inflar o ego germânico, e de reconstruir o ex-glorioso Império Austro Húngaro, invade e ocupa a Áustria. A seguir a “pedido” dos sudetas ocupa a Checoslováquia, com o acordo de Stalin, metade da Polônia, a Hungria...
Estava começada a 2ª Guerra Mundial

Putin

A Perestroika e a queda do muro de Berlim, pondo fim a sete décadas de regime soviético, com uma ditadura totalmente desumanizada, provocou a falência da União Soviética com a desintegração e independência dos países satélites, descrédito, desemprego generalizado, uma voraz corrida ao lucro fácil com o domínio de máfias, normalmente comandadas por ex dirigentes da KGB, e um sentimento de vergonha do povo perante a opinião pública mundial.
Estava criada situação análoga ao aparecimento de outro ditador que não tardou a impor-se.
Foi fácil encontrar o caminho para trazer de volta o orgulho nacional, lembrando o tempo em que a União Soviética metia medo ao mundo, sem deixar os americanos dormirem descansados! Era preciso levantar a memória dos “heróis”, mesmo daqueles que haviam caído em desgraça.
Recupera-se o hino stalinista, nas rádios e tvs voltam a aparecer os “jingles” dos anos quarenta quando anunciavam a propaganda da “nomenklatura”. Estimula-se o desenvolvimento de modernas armas de guerra, fazem-se desfiles militares para mostrar o grande poderio bélico, antigo motivo de orgulho dos sovietes, esquecendo que até hoje não conseguem fabricar um simples aspirador doméstico (o que nem é mais necessário, porque se importa do oriente a preço de chiclete!) e melhor ainda, podem ameaçar os parceiros comerciais, que se não atrevem a desafiá-la, a EU e os países desmembrados, com duas armas poderosíssimas: o corte do fornecimento de gás e o petróleo!
Passo seguinte começa com o apoio à Sérvia e o não reconhecimento do Kosovo, e corrida a ajudar os “povos” que pretendem “independência-independente”, invadindo a Geórgia, retalhando-a, e ocupando cidades chaves que ameaçam a sua hegemonia no fornecimento de combustíveis a países agora na OTAN.
Todos os ingredientes se juntam para nova guerra. O problema é que esta guerra seria atômica e destruiria o mundo global. Ficaremos na guerra fria, de influências comerciais e teoricamente ideológicas, apoio ao desenvolvimento nuclear do Irão para manter Israel e os EUA na posição de medrosos, até que um dia...
Os homens não aprendem com a história, nem querem. A ambição o poderio, o bezerro de ouro é o grande Imperador!

do Brasil por Francisco G. de Amorim
10-set-08

8 de set de 2008



Francisco G. de Amorim

Dois cariocas

1944. Por razões que... (deixa p´ra lá), o Brasil foi forçado a entrar na 2ª Guerra Mundial. À pressa, e quase sem equipamento, preparou uns quarenta e tantos pilotos, jovens, destemidos e atrevidos, como é o bom brasileiro, sobretudo o carioca, e lá vão eles para Itália, onde foram entregues ao comando americano.
Para americano, brasileiro ainda era uma espécie quase descartável, apesar do tremendo sucesso que fazia a grande Carmen Miranda, que Hollywood insistia em querer transformar em mexicana!
No dia da chegada foram os jovens pilotos apresentados aos aviões que lhes estavam destinados: os P-47, que nunca haviam experimentado.
No problem! Motor de partida aqui, metralhadoras, ali, bombas além, recolha do trem acolá, marcha à ré é ali... e o resto vocês verão em pleno vôo.
Primeiro dia de guerra, instruções para voarem baixo e infligirem o máximo de dano ao inimigo, fogo bravo e reconhecimento. Como é evidente os brothers mandaram-nos para onde o campo de fogo inimigo era o mais violento! Logo nesse dia alguns aviões foram abatidos, algumas vítimas fatais e um dos pilotos, depois de ter bombardeado uns quantos alvos com inteiro sucesso, o seu avião atingido, salta de pára quedas e fica pendurado numa árvore, onde no impacto fraturou um braço que nunca voltou a ficar completamente bom. E ali ficou o resto do dia e uma noite, sem poder sair, até que no dia seguinte uma coluna alemã que batia em retirada, face ao avanço dos Aliados, descobre aquela figura insólita e a carrega para o próximo hospital de campanha, sobrecarregado de feridos e moribundos.
Mas o nosso tenente, já enfaixado, não teve tempo para se aborrecer nesse hospital. Pouco dias depois a chegada das tropas americanas correm com o inimigo e assumem o hospital! Aí sim: intervenção cirúrgica, tratamento de primeira, sorrisos, simpatia, e não tardou a que o nosso herói fosse repatriado, como herói de guerra. Que foi!
Até ao fim dos seus dias recebeu a pensão de mutilado de guerra, tenente, e sua vida foi correndo. No Rio.
Amigos não lhe faltavam, nem conhecidos, e o jeitinho brasileiro veio complementar, com folga, o seu pré de militar: um contrabandozito, sem nada de drogas ou armas, mas de equipamentos de som, e outros que mesmo antes do “milagre” do Delfim se proibia ou dificultava importar.
Assim o nosso simpático herói jamais necessitou de emprego fixo (um porre aturar patrão!), com um braço meio imobilizado e sem exibir medalhas, compensou o seu único dia de guerra que jamais esqueceu.

Cearense, muito cedo a família veio para o Rio com seu pai colocado na alfândega do porto. Vivendo com largueza, foi mandado para os Estados Unidos teria uns 16 anos, para continuar os estudos. Um dia ali recebe um telefonema de um amigo que lhe pede que compre um Cadillac e o mande para o Brasil. Assim fez, e o carro chegou em perfeitas condições.
Não tardou que os pedidos se repetissem, aumentando consideravelmente, e o nosso carioca, com o pai na alfândega, que lhe facilitava a retiradas dos carros sem a menor burocracia, não tardou a ser o maior importador de Cadillacs no Brasil! Já os mandava vir mesmo sem encomenda porque era o carro mais cobiçado pelos jovens endinherados e pela soçaite não só local, como de outras cidades.
Nada de montar um estande de vendas. À boa moda da terra, alugou umas quantas garagens em Ipanema e ali guardou os carros. A tomar conta daquela “riqueza” um cabeça chata de confiança, lá na rua sentado num pequeno banco, e recostado a uma acácia que o protegia dos calores tropicais, guardava as chaves de todas as garagens, com uma etiqueta em cada uma onde simplesmente estava escrito o preço do carro.
Como eram modelos com cores e preços diferentes, para o fiel guardador não se confundir, as etiquetas estavas escritas com caneta da cor do carro! E o “importador” anunciava, abertamente nos jornais: vende-se Cadillac, qualquer modelo e cor. Ver na rua tal... !
Os interessados ao aparecerem na dita rua, rua sem comércio, dirigiam-se ao único ser vivente que por ali estacionava à vista e faziam a pergunta sacramental: - Onde estão os Cadillac para venda? – Qual modelo e a cor da sua preferência? – Azul e conversível.
O zeloso guardador, procurava a chave própria, ia abrir a garagem, o comprador babava ao ver-se já circulando, imponente, pela Cidade Maravilhosa com as gatinhas dando gritos para o galã, perguntava o preço. Tantos mil dólares. – Como posso pagar? – Pode deixar o cheque comigo e sair já no carro!
Era uma beleza. Ainda os carros não pisavam o solo do Brasil e já desciam do navio com placa e tudo! Nem licença de importação, nem burocracia nem nada.
Modelo carioca.
Viva o povo brasileiro, como diz o grande João Ubaldo Ribeiro!

N.- Estas histórias não são fantasia; conheci os “artistas” que mas contaram e que espero continuem, mesmo já entrados em anos, de boa saúde e disposição!
8-set-08

5 de set de 2008



por Francisco G. de Amorim

Porquê, Senhor ?

Porque nos fizeste tão egoístas?
Perdemos um amigo, e em vez de nos regozijarmos por saber que ele agora está mais perto de Ti, em paz, sem a poluição moral e física deste mundo a atormentá-lo, atormentamo-nos nós com essa perda. Do mesmo modo que nos alegramos quando um amigo casa ou lhe nasce um filho, ou ainda quando é promovido na sua carreira profissional, devíamos agradecer-Te por tê-lo levado para o lugar de eleição que está reservado aos bons, mesmo quando sabemos que todos nós não fomos bons o suficiente para limpar a sujeira humana que, desde sempre, continua a impedir que a própria Bem-aventurança venha residir neste planeta.
Depois, tristes, os olhos turvos com algumas lágrimas que nós, homens, tantas vezes temos vergonha de deixar cair, olhamos devagar em volta e vamos descobrir no meio de tanto abandono e sujeira uma pequenina flor que insiste em mostrar a sua simplicidade e a sua beleza.
Paramos a olhar, a apreciá-la na sua simplicidade e na sua força em querer vingar. Em não se deixar esmagar pelo peso da iniqüidade dos homens.
- Aqui estou! Vês-me? No meio de todo este lixo que vós, humanos, espalham e abandonam por todos os cantos, eu atrevo-me a nascer, florir, e mostrar que há sempre uma esperança!
Não me colhas, para ser colocada mesmo em lugar de destaque numa jarra, por muito bonita que seja. O meu lugar é aqui mesmo, neste mundo difícil e aparentemente incompreensível, e sobretudo, incompreendido pela maioria.
Se não vierem cortar-me ou abafar-me com mais um monte de lixo, devagar, sorrindo para este céu lindo e este sol que me aquece, um dia conseguirei cobrir todos estes dejetos e fazer deste lugar um pequeno paraíso.
Faz como eu. Não te importes de fazer a diferença à tua volta. Um dia, lá de cima tu verás que onde ficarem os teus restos eu vou lá florir também.

No meio daquele êxtase dou-me conta de que o meu amigo, agora, está bem, ele que há tempos sofria.
Mas eu vou-me empobrecendo, cada vez que algum irmão ganha o lugar prometido.
Sei que de lá eles continuam a olhar, já não para mim, mas por mim.
E eu, egoísta, continuo a duvidar se prefiro a riqueza da sua amizade ou saber que eles estejam bem e eu cada vez mais pobre.
Porquê?

2-set-08
No Brasil, copie e cole no vidro traseiro do seu carro.
Talvez ajude a "limpar" um pouco, mesmo pouco que seja, a sujeira que reina na nossa política.

FICHA SUJA É LIXO
NÃO JOGUE
SEU VOTO NO LIXO

3 de set de 2008

Porquê, Senhor ?



do Brasil
por Francisco G. de Amorim



Porque nos fizeste tão egoístas?
Perdemos um amigo, e em vez de nos regozijarmos por saber que ele agora está mais perto de Ti, em paz, sem a poluição moral e física deste mundo a atormentá-lo, atormentamo-nos nós com essa perda. Do mesmo modo que nos alegramos quando um amigo casa ou lhe nasce um filho, ou ainda quando é promovido na sua carreira profissional, devíamos agradecer-Te por tê-lo levado para o lugar de eleição que está reservado aos bons, mesmo quando sabemos que todos nós não fomos bons o suficiente para limpar a sujeira humana que, desde sempre, continua a impedir que a própria Bem-aventurança venha residir neste planeta.
Depois, tristes, os olhos turvos com algumas lágrimas que nós, homens, tantas vezes temos vergonha de deixar cair, olhamos devagar em volta e vamos descobrir no meio de tanto abandono e sujeira uma pequenina flor que insiste em mostrar a sua simplicidade e a sua beleza.
Paramos a olhar, a apreciá-la na sua simplicidade e na sua força em querer vingar. Em não se deixar esmagar pelo peso da iniqüidade dos homens.
- Aqui estou! Vês-me?No meio de todo este lixo que vós, humanos, espalham e abandonam por todos os cantos, eu atrevo-me a nascer, florir, e mostrar que há sempre uma esperança!
Não me colhas, para ser colocada mesmo em lugar de destaque numa jarra, por muito bonita que seja. O meu lugar é aqui mesmo, neste mundo difícil e aparentemente incompreensível, e sobretudo, incompreendido pela maioria.
Se não vierem cortar-me ou abafar-me com mais um monte de lixo, devagar, sorrindo para este céu lindo e este sol que me aquece, um dia conseguirei cobrir todos estes dejetos e fazer deste lugar um pequeno paraíso.
Faz como eu. Não te importes de fazer a diferença à tua volta. Um dia, lá de cima tu verás que onde ficarem os teus restos eu vou lá florir também.
No meio daquele êxtase dou-me conta de que o meu amigo, agora, está bem, ele que há tempos sofria.
Mas eu vou-me empobrecendo, cada vez que algum irmão ganha o lugar prometido.
Sei que de lá eles continuam a olhar, já não para mim, mas por mim. E eu, egoísta, continuo a duvidar se prefiro a riqueza da sua amizade ou saber que eles estejam bem e eu cada vez mais pobre.
Porquê?

2-set-08

1 de set de 2008

Do país do Carnaval
para o Primeiro Mundo
- - - - - - - - - - - - - - -
por Francisco G. de Amorim

A SOLUÇÃO DO BRASIL !!!

Há, pelo menos, um homem de passado e conduta irrepreensíveis, que vai assumir a Presidência do Brasil.
Gratuitamente aqui lhe apresento a solução, a la Barak Obama, para o nosso país: MUDAR. MUDAR. MUDAR
Eis o programa:
AI 1*.- Dissolver o Congresso Federal, Câmara dos Deputados e Senadores;
a) Idem as Câmaras Estaduais e Municipais;
b) Todo o Legislativo voltará a funcionar, assim que se identificarem, com os políticos com ficha limpa; limpissima;
a. Haverá novas eleições para os cargos deixados vagos, num prazo máximo de três – 3 – meses;
c) Redução de 40% do número de políticos em todas as Câmaras;
d) Municípios sem verba para pagar aos seus prefeitos e vereadores terão de montar o seu legislativo com a boa vontade dos munícipes; a arrecadação dos municípios, estados, etc., não é para enriquecer políticos mas para o progresso de todos;
AI 2.- Demitir de imediato TODOS os políticos e funcionários com ficha suja;
a) Só poderão, eventualmente, ser readmitidos após parecer final dos tribunais (presunção de culpa!); entretanto terão todos os seus bens congelados;
b) Confisco de TODOS os bens de todos os envolvidos em escândalos financeiros, corrupção ativa e passiva, nepotismo, formação de quadrilha, tráfico, etc., aqui se incluindo até ao simples policial;
c) Congelamento de todas as contas bancárias, não só no Brasil como no exterior, impondo o Brasil aos países que abrigam os ladrões a devolver o dinheiro com risco de quebra de relações;
d) Demissão de todos os parentes de funcionários até ao terceiro grau, com obrigação de devolução ao erário público dos proventos recebidos durante o período em que se beneficiaram do nepotismo;
AI 3.- Reforma política imediata:
a) Acaba a possibilidade de reeleição para Presidente da República;
b) Fica limitado o número de partidos políticos a quatro - 4 - e não é permitindo mudar de partido sem que se fique, pelo menos oito - 8 - anos afastado de toda a atividade política;
c) Ficará consignado na Constituição que é totalmente vedado ao Executivo emitir Medidas Provisórias.
d) Limitação do número de ministérios a dez – 10;
e) Revogação de toda a lei inconseqüente e racista;
f) É revista toda a forma de pagamento a políticos dos legislativos, cortando verbas para correios, cafezinho, barbeiro, engraxate, imprensa, etc.
g) Redução de 24% do número de funcionários públicos;
AI 4.- Reforma da Segurança Social: condições iguais de aposentadoria para todos os trabalhadores, públicos ou privados, políticos ou trabalhadores, sem acúmulo de aposentadorias;
a) Da mesma forma a legislação trabalhista será rigorosamente igual para funcionários públicos e privados.
b) Com relação aos sindicatos nenhum trabalhador será obrigado a contribuir para qualquer sindicato;
a. Os dirigentes sindicais não podem ocupar cargo eletivo por mais de quatro anos; nem haverá reeleição;
b. Todos os sindicatos terão que prestar, semestralmente, contas públicas, divulgando-as em jornais de grande tiragem;
c) Em até trinta dias é extinto o programa Bolsa Família; paralelamente serão criados suficientes postos de trabalho em construção de estradas, barragens, construção civil, etc., para absorver os desempregados e os que vivem na mendicância das esmolas do Estado.a)
b) O salário máximo nacional, incluindo o do Presidente da República, não poderá ser superior a vinte – 20 – salários mínimos. Esta disposição entra em vigor imediatamente. (Hoje o diferencial ultrapassa oitenta vezes!).
AI 5.- Reforma do Judiciário: o STF fará a limpeza de todos os anexos, alíneas, parágrafos e excepções que hoje permitem que nenhuma lei seja cumprida; tem para isso o prazo de seis meses.
a) Nenhum juiz terá direito a viatura. Os tribunais, quando necessária a deslocação, em serviço, requisitarão a viatura.
AI 6.- Reforma Fiscal:
a) São extintos todos os impostos anti constitucionais, como CPMF e muitos outros;
b) No prazo máximo de seis meses os serviços competentes, públicos e privados apresentarão os dados para uma profunda reforma fiscal de modo a facilitar os serviços e os contribuintes e evitar o sistema de fraudes que hoje impera;
AI 7.- Reforma Agrária: um dos mais complexos problemas a resolver.
a) Todas as terras em regiões, ou regime rural são consideradas pertença da Nação;
a) A terra deixa de ser um bem negociável. Somente se poderão negociar benfeitorias, plantações, etc.
b) Toda a terra que não estiver conveniente trabalhada retorna ao Estado que a redistribuirá a novos agricultores;
c) Verbas elevadas serão consignadas para o estabelecimento destas explorações;
d) Em todo o mundo se caminha para a agro indústria, não deixando lugar para a agricultura familiar. De qualquer modo ainda há muito espaço, sobretudo na fruticultura e vinicultura, onde parcelas de tamanho razoável permitirão estabelecer agricultores em condições de sobrevivência digna;
AI 8.- Reestruturação geral das Forças Armadas, e da Polícia, hoje uma piada com fardas, tornando-as dignas e respeitadas;
AI 9.- Todos os funcionários que têm viatura distribuída ficam proibidos de as utilizar fora do estritamente considerado serviço, não se considerando neste a ida e volta para o local de trabalho.
a) Certamente irão sobrar muitos milhares de viaturas, tão depressa se identifiquem, serão vendidas em hasta pública, para o que é concedido um prazo máximo de noventa dias;
b) Como circulam milhares de viaturas com motoristas sem necessidade para o serviço público, estes serão remanejados para outros lugares com vencimento equivalente;
b) Os responsáveis que circularem em viaturas públicas sem a respectiva documentação em ordem, sofrerão penalizações iguais a qualquer outro motorista;
c) Fica vedado, em qualquer escalão o uso de viaturas importadas;
AI 10.- Formação imediata e acelerada dos professores do ensino primário e secundário, e demissão de todos os que não tiverem aproveitamento;
a) Construção imediata junto a todas as escolas de salas para aprendizado de música e artes diversas, ginásios poli esportivos e campos de jogos; se as escolas não tiverem terreno disponível ou se expropriam terrenos vizinhos ou se construirão escolas novas;
b) Obrigação de preenchimento de seis horas de aulas de segunda a sexta mais quatro horas aos sábados; as escolas fornecerão merenda matinal, almoço e merenda da tarde, esta de segunda a sexta feira;
c) Encerramento de todas as faculdades que não alcancem o nível mínimo de qualidade exigido pelo Ministério da Educação; anulação dos diplomas passados por essas faculdades com a obrigatoriedade de devolução das matrículas e mensalidades recebidas dos alunos.
AI 11.- Planificação imediata de bairros populares, com toda a infraestrutura necessária (água, saneamento, rede elétrica, meios de transporte eficientes e econômicos, incluindo sempre que possível metro, de superfície ou não), para o que se autoriza a expropriação das terras que forem necessárias;
a) À medida que estes bairros ficarem prontos vão-se esvaziando as favelas e replantando todas as encostas e serras hoje ocupadas ilegal e selvaticamente por falta de planejamento.
AI 12.- Drogas e narcotráfico: liberalização geral do uso de drogas! Acaba o tráfico. Serão criados centros de recuperação e/ou tratamento que os viciados e os vendedores de drogas sustentarão.
a) As drogas serão vendidas nos hospitais e farmácias através de receituário médico.
AI 13.- Serão considerados fora da lei, com estatuto de terroristas os movimentos que não se adequarem imediatamente às leis do país, tais como MST, Liga Campesina e outros;
a) Seus dirigentes serão aprisionados e julgados por atos de homicídio, invasão e destruição de propriedades, seqüestro, etc.
b) As Forças Armadas providenciarão, com urgência, o desarmamento total desses grupos.
AI 14. - Dentro de cinco anos as companhias aéreas serão obrigadas a trocar todos os aviões importados que fazem rotas nacionais, por aeronaves de fabricação nacional; o prazo para a completa troca será negociada com o fabricante nacional de aeronaves.
AI 15.- Lembrando o grande Presidente Juscelino Kubitschek TODAS estas obras deverão estar prontas em menos de cinco anos. O tempo que demorou para fazer Brasília!
AI 16.- Política indígena: um dos mais importantes assuntos do Brasil.
a) Será obrigatório no ensino básico em todas as escolas do país o estudo da língua indígena da região, dando-se ênfase, na generalidade, ao Tupi-Guarani ou Nheengatu;
b) Estas línguas, conforme a região, serão consideradas a segunda língua oficial do Brasil;
c) Junto aos povos mais isolados serão construídas escolas cujos professores terão que saber a língua local;
d) O programa escolar será igual em todo o país;
e) Será facilitada nos lugares mais isolados a criação de casas comerciais, com pagamento mínimo de imposto;
f) Igualmente serão construídos postos de saúde nos locais necessários;
g) Junto a essas populações serão criados postos militares para defesa do território e das populações, e nas zonas fronteiriças, postos alfandegários;
h) Em face ao abandono que a maioria das populações indígenas tem vivido, com a total ausência do Estado, todo este programa se torna prioritário e urgente, trazendo esses povos, sem perderem as suas raízes e cultura, ao convívio da grande nação brasileira.
AI 15.- Relativamente ao projeto do Pré-Sal, os eventuais rendimentos provenientes dessa fonte serão aplicados na Segurança futura do país, em educação, cultura, investigação, infra estrutura e onde mais se fizer necessário.

Senhor Presidente: se o senhor sobreviver mais de 24 horas ao anúncio destas medidas, parabéns, e conte comigo para trabalhar de graça!
Se não... R.I.P. que a intenção era a melhor.

AI – Ato Institucional, à “boa” moda da ditadura!

1-set-08