5 de jan. de 2009



O futuro da Amazônia: retalhada e queimada ?


Povo, nação, etnia, tribo ?

Foi há pouco editada em Portugal uma revista, “Nova Águia”, que tratou com muita profundidade o conceito de “Pátria”, (ver comentário, “Pátria”, neste blog, Set/2008).
Se é confuso o conceito de “Pátria”, talvez mais seja o de “Nação”, “Povo”, “Etnia”, um pouco menos o de “Tribo”.
O povo americano começa agora, e só agora, a constituir-se numa unidade, depois que um descendente de africano chega ao topo de todas as escalas sociais e políticas. Antes disso, os americanos eram um conjunto (meio desconjuntado!) de povos - anglo-saxões, latinos, afro descendentes, índios, asiáticos, etc. - obrigatoriamente debaixo do comando duma bandeira, mas com a certeza de, estes últimos, se sentirem sempre em terra alheia. A conquista de Obama derrubou este conceito e provou que o povo americano pode vir a ser um só, unido, e assim se transformar numa grande Nação.
Os países europeus, ex coloniais, assistem, impotentes, com obrigação e desagrado, à sua população crescer só através da constante chegada de gente das antigas colônias, de África, Médio Oriente, Índia, Paquistão, e diversas outras origens, que, não tarda, sobrepujarão as populações “autóctones” do século XVIII ou XIX. Como ficará a noção de “povo” em França, Inglaterra, Portugal e Espanha? Qual povo? O original ou o total?
Os países saídos da expansão ultramarina, no século XVI e XVII, foram-se formando com gente nova, para quem a idéia de nação ou pátria ainda nem sequer se punha. Hoje, com o mundo dominado pela hipocrisia e ganância, entrou em campo a xenofobia, a argumentação dos antepassados, primeiros (?) ocupantes daquelas terras, mas sobretudo o olhar ávido para as riquezas naturais, sobretudo petróleo, ouro e outras de lucrativa exploração.
Muito se tem falado, e não se vão calar, sobre as terras e as gentes da Amazônia. Até o presidente Sarkozy, na sua recente estadia entre nós, se permitiu afirmar que a “Amazônia pertence a todos”! “Todos”, quem?
Os jogos políticos em torno desse imenso território, rico de tanta coisa que o torna crítico, têm sido grandes, e estão em vésperas de se tornarem extremamente complicados.
O caso da Reserva da Raposa do Sul, fronteira com a Venezuela e Guiana, 1.750.000 hectares (quase o dobro de Portugal), onde vivem cerca de 20.000 índios de diversas tribos, ou etnias, põe em causa a soberania do Brasil sobre esse imenso território. Aqui se estabeleceram, há alguns anos agricultores brasileiros a produzir arroz (170.000 toneladas/ano) em risco de serem corridos da região. Ocupam cerca de 100.000 hectares, e assim mesmo nas áreas periféricas.
O total das reservas indígenas do Brasil alcança já cerca de 13% de todo o território nacional, cerca de 1.106.000 quilômetros quadrados, duas vezes a França, para um total – número exagerado – de 480.000 índios ou seus descendentes já misturados. Se dividirmos toda esta terra pelo número de índios que, dizem, nela vivem, daria uns 230 hectares por cabeça! Todos latifundiários!
Algumas tribos praticam ainda, com o beneplácito da FUNAI e de alguns missionários, o assassínio dos filhos, quando não gostam do sexo com que estes bebês vêm ao mundo (ver artigo – INFANTICÍDIO – do prof. Denis Rosenfield) e há quem continue a defender um tipo de vida “em harmonia com a natureza”, desde que possam usar rádios, panelas de alumínio, roupas e camisetas com estampados publicitários, facas e facões, bicicletas e até carros de alto valor que os garimpeiros oferecem a alguns caciques para poderem explorar ouro em “suas” terras!
Até hoje, e muito tenho escrito sobre o assunto, o Brasil, com honradíssimas exceções, esqueceu-se dos índios. Agora nalgumas localidades já se começa a ensinar a ler nas línguas nativas o que é importantíssimo porque não há livros nessas línguas, em vez de se fazer, volto a repetir, o ensino, em todo o país, da língua oficial, o português, e ainda da língua nativa de cada região, para que o patrimônio cultural e histórico não se perca mais.
Não é de admirar que qualquer dia se percam também os milhões de quilômetros quadrados desses territórios/reserva. Que afinidade une esses povos ao Brasil como um todo? Língua? Cultura? Nível de vida?
Devemos considerar os índios, ou cada uma das largas dezenas de “tribos” deste país, algumas sem qualquer possibilidade de se comunicarem com outras por terem línguas diferentes, como grupos tribais, etnias diferentes, nações indígenas ou... povos ... ?
E será que, com a (des)política que tem até hoje vigorado, algum dia vão conseguir ser brasileiros integrados, e um deles possa seguir as pisadas de Obama, sem cair na caricatura do pobre índio xavante, Juruna, que elegeram deputado e acabou quase na miséria?
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
5 jan. 09
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INFANTICÍDIO

Denis Lerrer Rosenfield
em “O Globo” de 05/jan/09

O Brasil está sendo tão acometido da sanha do politicamente correto que o olhar de muitos não consegue ver coisas que acontecem ao nosso redor. Assim, há em curso uma tentativa de resgate de nossa História que está escorregando no seu contrário, como quando os indígenas são vistos segundo a ótica do "bom selvagem", no sentido de Rousseau. A política indigenista aí enraizada, com apoio explícito de movimentos ditos sociais, termina por pactuar com comportamentos que atentam diretamente contra a própria Constituição. Em nome do relativismo moral, da igualdade entre todas as culturas, comportamentos dos mais inusitados, para não dizer bárbaros, são admitidos.
Há vários relatos de infanticídios entre as populações indígenas, que são simplesmente tolerados, se não explicitamente admitidos, em nome da igualdade entre culturas. As causas podem ser as mais variadas, desde a existência de gêmeos, até a escolha de sexos, passando pelos mais distintos motivos. Em terra ianomâmi, tão celebrada como exemplo de política indigenista, tudo indica que se trata de uma prática comum.
Observe-se que esses índios são os que vivem mais à parte do contato com os civilizados, embora em muitas aldeias existam postos da Funai e da Funasa. Habitam um imenso território e, no entanto, vivem subnutridos, o que é visível à simples observação dos homens e das mulheres. O argumento de que amplas extensões de terras são fundamentais para a sua reprodução física parece não se sustentar, dadas as suas condições precárias de vida. A ideia do bom selvagem em condições idílicas parece ser mais um produto ideológico da Funai, do Cimi e dos movimentos sociais em geral.
Numa das aldeias é comum o relato do infanticídio enquanto prática cultural dessas populações. Nas palavras de um interlocutor: matar ou não um recém-nascido é uma "decisão dos pais".
Ou seja, cabe ao livre arbítrio dos pais manter ou não em vida um recém-nascido, não havendo nenhuma lei que se sobreponha a esta. Neste sentido, eles se situariam fora ou acima da Constituição brasileira, que assegura o direito à vida. Os argumentos apresentados podem ser vários, desde o tamanho da roça até o fato de os indivíduos do sexo masculino serem privilegiados, com a morte conseqüente de recém-nascidos do sexo feminino. Imaginem se tal prática fosse universalizada, tornando-se válida para todos os brasileiros?
Ora, quem sustenta o infanticídio como sendo apenas uma prática cultural com pactua, na verdade, com um crime severamente punido pela legislação brasileira. Os indígenas são, assim, tratados como se não fossem .brasileiros, a lei não se aplicando a eles. Temos aqui um evidente paradoxo: como a Constituição brasileira não se aplicaria a eles, estando suas aldeias situadas em território nacional, e sendo auxiliados e mesmo apoiados por instituições do Estado? Como pode uma cláusula pétrea ser relativizada desta maneira?
Ainda numa outra aldeia, da mesma tribo, há relatos de que o infanticídio seria cometido com o conhecimento de missionárias aí instaladas.
As mulheres vão para o mato antes do parto, costumam ter seus filhos sozinhas, voltando, depois, sem o recém-nascido. A morte é feita por sufocamento, com a mãe asfixiando a criança no chão, com o pé. A situação não poderia ser mais escandalosa, pois esse tipo de conivência contraria frontalmente os princípios do cristianismo e, de modo mais geral, de toda a Humanidade. Os princípios mesmos do Evangelho são frontalmente desrespeitados. Como pode uma prática dita cultural se sobrepor a um princípio universal? Salvo se partirmos de uma outra posição, a saber, a inexistência de princípios universais, o que equivaleria a remeter toda a Humanidade à barbárie. Por que não reintroduzir, então, a antropofagia, prática que foi comum a determinadas tribos da História brasileira, em nome da "igualdade" entre diferentes culturas?
A situação deveria suscitar a indignação moral.
Em nome de uma "prática cultural", haveria conivência com o assassinato de recém-nascidos, como se esta prática devesse ser "culturalmente" reservada. Ou ainda, em nome do "estruturalismo", é como se devêssemos abdicar de nossa capacidade de julgar. No entanto, parece haver uma tergiversação geral sobre o assunto, envolvendo s diferentes autoridades envolvidas. Trata-se de uma manobra propriamente política junto à opinião pública brasileira, que desaprovaria tal prática se dela tivesse conhecimento. Vendem, porém, um outro produto, o de que os indígenas são "bons selvagens", havendo uma harmonia natural entre eles, como se o assassinato, por exemplo, fosse fruto do mundo civilizado. Para que possam guardar as suas respectivas posições de poder, continuam insistindo nesta idéia rousseauniana ao arrepio completo da verdade.
A opinião pública condena severamente o infanticídio. Uma menina, que tria sido assassinada pelo pai e pela madrasta, atirada de um edifício, ocupou durante semanas o noticiário radiofônico, televisivo e impresso do país, causando indignação geral. Produziu uma verdadeira comoção nacional. Outros casos são também relatados com detalhes, produzindo uma intensa reação e suscitando fortes emoções. Mesmo Criminosos, nos presídios, não compactuam com essa prática, procurando eliminar fisicamente os que realizam tais atos. O próprio "código" dos criminosos exclui essa prática, por se colocar fora dos parâmetros de qualquer tipo de humanidade. Por que seria ela tolerável entre os indígenas? No fundo, o que está em questão, para aqueles que defendem tais posições ou são omissos em relação a elas, é o medo da perda de suporte junto à opinião pública. Se fossem mostrados coniventes e cúmplices com tal prática, perderiam sustentação e seriam forçados a abdicar de suas posições ideológicas e políticas. Eis por que o ocultamento é aqui a regra.

Denis Lerrer Rosenfield é professor de filosofia na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

3 de jan. de 2009

O nascer de um
Novo Ano

Para aqueles que não sabem, moro no Rio de Janeiro, no alto de um morro, a uns 100 metros de altura, semi isolado, rodeado de árvores e, pela generosidade da natureza que insiste em sobreviver, rodeado também de pássaros, uns com residência fixa aqui por perto, outros que todos os dias nos rendem rápida visita, como gaviões, maritacas, papagaios e tucanos, muita lagartixa, vez por outra uma cobra, uns quantos mosquitos e incômodos maruins, sendo a maior luta contra os cupins, ou salalé, que surgem de todos os lados, inclusivamente de dentro das paredes, para lerem com os dentes, uma porção de livros, alguns deles insubstituíveis. É o preço do mato, de qualquer maneira jamais substituível por qualquer cidade. Nem Paris!
Uns pássaros cantam de dia, outros à noite, sempre cantos melodiosos e doces, e muitos descaradamente se aproveitam da ração que damos aos nossos cães, fazendo até habilidades para comerem o granulado. Quando é grande, e não passa na goela dos menores, estes praticam uma tecnologia admirável: roubam uma bolota de ração, depois voam até uns 3 ou 4 metros de altura, soltam o granulado que se desfaz ao bater no chão e... assim fica a refeição facilitada!
Ainda o ano novo não tinha despontado cantava ainda um passarinho que todos os princípios e fins de noite chama pela bem amada! Não sei que “marca” é, porque não o consigo enxergar no meio das árvores, mas o seu canto repetido pareceu-me que chamava por “Deodorim”! Isso mesmo Deo-do-rim, Deo-do-rim, Deo-do-rim!
Lembrei-me do “Grande Sertão: Veredas” um dos mais importantes romances da literatura brasileira, de João Guimarães Rosa, que, há muitos anos, antes de ter chegado ao Brasil não havia conseguido ler. A história de jagunços e caipiras com sua fala própria e termos regionais, só me foi possível compreender ao fim de algum tempo do meu abrasileiramento!
Deodorim a heroína, vestida de jagunço, que sempre lutou com valentia de herói e só depois de morta revelou a sua condição de mulher! Seu chefe e companheiro de luta, Riobaldo, chorou a perda do amigo e mais ainda quando viu que ela era uma linda donzela, Maria Deodorina de Deus, por quem sempre sentira uma atração confusa!
Todos os dias, quando anoitece, e antes de amanhecer, este passarinho, que agora passou a ser o Riobaldo, durante algumas horas chama, num canto doce e meio triste, pela sua linda Deodorina!
“Riobaldo”, não desiste. Um dia a sua Deodorina vai reaparecer, assim como a esperança em melhores dias para todos os que sofrem!
Deo-do-rim, deo-do-rim, deo-do-rim!
Não há dúvida de que os “pássaros de outras terras não gorjeiam como cá”!
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
3 jan. 09

29 de dez. de 2008

Ainda sem qualquer acordo... no Séc. XV
Nova esperança para 2009 !
O acordo ortográfico

Começa, com o despertar do Ano Novo, a “nova” ortografia luso-internacional! Desaparece o famigerado “ .. ” , o tal trema que fez tremer muitos dos pobres estudantes submetidos ao rigor dos (a maioria inaptos) professores de português, somem uns quantos chapeuzinhos chineses, aquele circunflexo simpático ^ que é capaz de fazer mais falta aos rizicultores chineses do que ao nosso entendimento escrito, e mais umas tantas regras que eu não faço tenções de utilizar, porque já vi suficientes acordos durante a vida e ainda hoje faço muito êrro (ou erro?). Lembro que quando era jovem tinha uma tia chamada Christina que a certa altura virou Cristina, ficou tudo igual e ela sentiu-se alegremente rejuvenescida. Entretanto já a farmácia perdera o “Ph” há uns tantos anos!
Mas nada disso me incomoda.
O que realmente o acordo devia prever é a perversão dos costumes da língua, falada e escrita nos filmes legendados, onde a baixaria do linguajar, nem no meu tempo de garoto era usada entre os que se consideravam “mucho machos”!
Jamais a gente simples, com sua linguagem rústica, mesmo que fosse “a la Gil Vicente” pronunciava termos tão porcos e vis quanto os que aparecem, TODOS OS DIAS, e a qualquer hora do dia, nos programas de televisão. No rádio não se ouve nojeira semelhante.
E não sai só da boca de jovens ou marginais de gangues, não. Atores com papeis de elegantes executivos e mulheres duma suposta alta sociedade usam essa terminologia rasca com a mesma desfaçatez com que poderiam dizer “está um dia lindo” ou “você é muito simpático”!
Parece não haver filme, até em desenho animado, em que o “transar” não seja mencionado e, pior ainda, exibido, com porcos detalhes anatômicos. A palavra foi buscar a sua origem a transação, do italiano transazione que, parecendo prever a degradação dos costumes, já indica que transação pode ter um significado degradante, como quando alguém !
E se fosse só isto, quase se poderia dizer que se transmitiam mensagens de boa e sã moral! O restante e baixo linguajar, nem eu, que me considero (mesmo com muita gente de opinião contrária, o que acho salutar) bastante libertário e até anarquista, não me atrevo a mencionar. Teria que ir abaixo do mais baixo da minha consciência!
Estas permanentes invasões da privacidade não são obra do acaso ou de mentecaptos funcionários das emissoras de tv. Isto faz parte de uma mentalização global lenta, mas profunda e eficaz, da destruição da moral, da família e assim, da sociedade.
Quem está atrás de tudo? É difícil levantar o dedo e apontar. Mas sabemos quem está no meio e no lado de cá! Em nome da liberdade de expressão permite-se tudo! É a democracia no seu pior. A falta de mando e de caráter de quem teria obrigação de não permitir que tais degradações fossem expostas, com o maior à vontade, a qualquer hora do dia sobretudo naquelas em que as crianças têm acesso à tv.
Não parece que fosse um atentado contra a “democracia” proibir tal linguajar, e tais filmes, antes da meia noite. E não se faz porque? Covardia e corrupção.
Meu Deus! Voltamos sempre ao mesmo.
Desculpem o desabafo de final de ano, e esperemos, sem grande esperança, que o tempo vindouro abra a cabeça aos (des)governantes. A sua consciência.
Sem não se conseguir abrir por dentro, que se abram por fora... à paulada.
Apesar de tudo, muita Paz em 2009 !
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
29 dez. 08

23 de dez. de 2008

De bordão na mão, Deus... *
Não há mais dúvida!

Deus é mesmo brasileiro!
Com um (des)governo que tem primado pelo total absentismo e populismo, distribuindo dinheiro e não criando empregos em desenvolvimento mas só na área burocrática, o que em vez de desenvolver o país, o atrasa, o Brasil continua a crescer, e após a catástrofe da ganância financeira mundial, surge como o país das maravilhas!
As perspectivas das quase imensuráveis reservas de petróleo a seis quilômetros de profundidade e a 250 quilômetros da costa, cujo custo de extração, por enquanto o torna proibitivo, aliado à tecnologia e produção de combustível vegetal, renovável, o etanol, considerando a imensa área ainda por ocupar com exploração agrícola e mais ainda imensa e tão cobiçada e atacada e abandonada Amazônia, fazem do Brasil, neste momento de quase desespero nos países de primeiro mundo, a terra da promissão!
Aqui, onde “maná cai do Céu”, assim como balas perdidas, os direitos humanos são estropiados com leis racistas, e “todos os seres humanos são DESIGUAIS perante a lei”, que descaradamente protege a banditagem política, e inclusive lhes permite assumirem posições de destaques mesmo indiciados em crimes de toda a ordem, o país vai atravessar esta crise mundial com um mínimo de sofrimento e muita despesa para dos cofres públicos para eleger a “minina” do grande líder.
E Deus, paciente, complacente e sapiente, parece estar a dizer-nos que não tenhamos pressa: “os crocodilos são perfeitos porque andam na terra há centenas de milhões de anos, e vocês, queridos filhos, ainda nem sequer aprenderam a trabalhar DESINTERESSADAMENTE pelo povo! Um dia chegarás ao Conselho de Segurança da ONU já que é isso que mais desejais! (vai ser muito em breve o que não serve rigorosamente para nada, mas dará muito orgulho ao “grande líder”.) Entretanto vê se consegues diminuir ainda mais o número de assassinatos que só no Rio de Janeiro, e nos primeiros nove meses de 2008, ultrapassou 4.180 vítimas! E aproveita para não mentir nas contas públicas e apresentar os resultados do PIB com honestidade e não de acordo com valores “ordenados” pelo (des)governo.
Deus gosta de ser brasileiro. Sobretudo depois que o Brasil ganhou, com todo a merecimento e alegria, a Copa de 58!
Agora Ele sabe (aliás sempre soube, desde...) que o país pode ter um papel fundamental na ajuda à diminuição da fome no mundo. Mas também sabe que não é distribuindo dinheiro que o povo cresce em graça, sabedoria e barriga cheia, mas somente em preguiça, apanágio de quem está na máquina governamental, que aAssim não tem que pensar em desenvolvimento, educação, pesquisa, saúde, infra estrutura, etc. Isso cansa muito. Dar esmola, sobretudo com o dinheiro dos outros, é muito mais fácil.
Apesar de tudo Deus é brasileiro. Vê-se na alma do povo simples. Pena não conseguir entrar na alma dos (ir)responsáveis!

* - do livro "Os Pecados do Diabo e as Virtudes de Deus" de Inácio Rebelo de Andrade - Novo Imbondeiro 2008

23 dez. 08
do Brasil, por Francisco G. de Amorim

17 de dez. de 2008

Que Feliz Natal ?

NATAL

É sobretudo nesta época que procuramos não esquecer um único dos nossos amigos e de lhes mandar votos de felicidade. Que sempre desejamos, a cada momento e sempre.
É uma quadra que para alguns custa a passar. Cada vez menos amigos a quem enviar tais votos, mas que continuam a perdurar em nossas mentes e nossos corações, é a família muitas vezes dispersa, e é também ocasião para mais profundamente sentirmos a miséria daqueles a quem a vida não consegue sorrir. Ou por razões políticas, povos abandonados e perseguidos, ou por calamidades naturais, ou... por quaisquer que sejam as razões que os obriguem a viver na maior miséria.
Este ano, em nossa casa, vão estar ausentes três filhos e quatro netos. Um, filho, que nos deixou há muitos anos e certamente nos acompanha lá de Cima, sem que nós o possamos ver, abraçar e deixar de amar. Os outros a geografia nos separou, mas com quem temos ainda o privilégio de falar pelo telefone, melhor ainda pela Internet que transporta também as nossas caras e os sorrisos deles.
Mas o Natal não é uma quadra de alegria. É sim uma “festa” porque procura reunir a família, se não fisicamente, pelo menos em nossos corações, quando se perdoam eventuais desavenças e desentendimentos, até aos que nos “atrapalham” no trânsito.
Não posso deixar de pensar nos milhares e milhares de miseráveis que os governos espúrios pela indignidade transformaram, e continuam a transformar, em bandidos que agora desesperada e perigosamente procuram sobreviver sem qualquer lei.
Também não posso deixar de me indignar ao ver juizes, desembargadores, presidentes de tribunais e toda a casta de políticos e governantes constantemente se corromperem sempre em desfavor de quem paga menos, e pensar que a “festa” de Natal desses energúmenos só pode ser uma ofensa ao Deus Menino e a todos os que procuram amar o próximo.
Vivemos uma época de ganância desenfreada, do roubo descarado, dos golpes biliardários dos “espertos”, de ver fortunas que se pagam a quem sabe dar uns chutes numa bola, ou exibir-se como palhaços nos palcos, aplaudidos por milhares, gente que procura nesses entretenimentos fugir à realidade que a rodeia.
E, lá na pobre manjedoura, como há 2.000 anos, continuam milhões a sofrer.
Mesmo que do fundo do coração a todos eu queira desejar um Feliz Natal, sinto que nestas palavras há algo de hipocrisia. Feliz Natal no Congo, no Zimbábue, no Iraque e em tantos outros lugares, mesmo aqui à minha volta, a poucos minutos da minha porta, sem que, de fato, eu possa fazer algo para os alegrar?
Vou pensar num abraço universal, e continuar a meditar sobre os problemas que, quer eu queira ou não parece jamais terem solução!
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
18 dez. 08

14 de dez. de 2008



Avozinhos hispânicos

Diz a história, em termos demasiado simples, que os primeiros habitantes da Península Ibérica seriam os celtas e os iberos. Mentira. Quando estes apareceram, há muito, muito, ali vivia outra gente a que talvez se possa chamar de indígena! Basta ver as grutas de Altamira, no norte de Espanha, com as pinturas mais realistas do paleolítico, pintadas há quase 20.000 anos!
Antes dos iberos terão chegado os celtas, que se estabeleceram no norte e centro da península, foram liquidando ou absorvendo outros povos, como os cónios que viviam na região centro-sul do que hoje é Portugal, e mais tarde derrotaram e depois absorveram os turdetanos, um dos grupos étnicos iberos.
Tem-se uma idéia de que os celtas terão vindo pelo norte da Europa, talvez a maioria se fixado no norte das Ilhas Britânicas, e os iberos... há muita opinião: de Cartago, da Fenícia, da Berbéria, do Iemen do Sul, da Sicília e da Grécia, e porque não, da antiga Ibéria, um importante reino localizado a sudeste da Geórgia?
Quem deu o nome Ibéria a toda a península foram os gregos. Porquê Ibéria? Apesar de não se encontrarem evidências arqueológicas que liguem os dois povos dos extremos leste e oeste da Europa, mas sabendo-se que os cónios e os tartessos ou turdetanos tinham, pelo mesmo no século VIII a.C. uma escrita, até hoje não interpretável, mas de origem indo-europeia, da região do Cáucaso, tudo leva a pensar ser uma hipótese bem forte que os “nossos” iberos terão ido da Ibéria georgiana. Porque não?
Continua envolto em mistério a origem do povo basco, mas também a lógica nos indica que terá chegado depois dos celtas que não lhes terão permitido que se expandissem para além do espaço que hoje ocupam, muito misturados.
Mantiveram a língua, enquanto a de muitos outros, entre eles a dos cónios e dos iberos se perdeu, mas ao fim e ao cabo a Península Ibérica foi um imenso caldeirão de povos de origens muito diversas. Dezenas de povos, com seus usos e costumes, e suas línguas, muito antes da chegada dos romanos, depois dos godos e mais tarde dos chamados árabes, só por si outra caldeirada, contribuíram para a formação daquilo que é hoje, mesmo com tantas contradições e alguns desentendimentos, o povo português e o espanhol.
Difícil é entender a fobia dos bascos (e eu tive uma bisavó basca!) com a sua brutalidade à procura de uma independência, quando a tendência atual é a união! São ricos? Ótimo. Mas já houve épocas em que outros mais ricos dividiram com eles.
Todos aqueles que têm um antepassado português ou espanhol, se não sabia, fica agora com mais uma idéia de quantos povos ou tribos foram necessários para chegar até ele!
Esta mistura toda lhe permitiu também muita boa adaptação a novos lugares espalhados por todos os cantos do mundo, e a muita luta pela sobrevivência e capacidade de resistir, e prosseguir, mesmo em circunstâncias adversas.
Só para falar nos portugueses, meia dúzia deles fizeram mais, nos séculos XV e XVI, para a globalização, do que hoje faz a Internet!
E continua a encontrar-se nomes de famílias portugueses, alguns um tanto deturpados, não só no Brasil e em África, mas na Índia, Indonésia e em tantos outros cantos do Oriente. Quem os tem, conserva-os com orgulho.
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
14 dez. 08

1 de dez. de 2008

Atenção: daqui ao "pré sal" 6 kms em linha reta!


O “pré-sal” !

Desastre no sistema financeiro mundial? E daí? Nada vai mudar!
A Petrobrás que tem comandado a oscilação da Bolsa de ações no Brasil, e por vezes até lá fora, empresa estatal, mas toda entregue à camarilha do PT, tem feito a Bolsa subir e descer como uma gangorra, ninguém até agora tendo compreendido bem o porquê de tais manobras... sujas!
Política, é evidente.
Há pouco tempo anunciou que havia descoberto milhões, bilhões, trilhões de barris de petróleo numa camada chamada de “pré sal”, a mais de 6.000 metros de profundidade, e as ações subiram que foi uma beleza, o super presidente deste (des)governo embandeirou em arco, aproveitou para mais uma vez anunciar a camarada candidata à sua sucessão, e o povo, o povo... aplaudiu, riu, dançou, e chegou a pensar que não tardava todo o mundo estava igual aos sauditas. Cogitou até a entrada do Brasil no grupo da OPEP. Enfim, uma festa.
De imediato os “ilustríssimos” deputados e governadores de Estados começaram logo a fazer projetos para gastar a dinheirama que, certamente, iria fluir, aos bilhões, daquele tal “pré sal”, que a funcionar precisaria de investimentos na faixa, inicial, de, pelo menos meio bilhão de dólares! E começando de imediato a trabalhar nisso, só daqui a uns seis ou sete anos é que se veria a cara desse pitróil!
Poucos dias se passaram e a Petrobrás anunciava uma “pequena” retificação: afinal as reservas pré salinas não seriam tantas como anunciado! Baixa a Bolsa, fogem investidores, mas o povo disso não tomou conhecimento, porque o (des)governo ficou mudo e quedo que nem penedo!
Entretanto o petróleo baixa dos 140 USD para os 50/60, e a festa da Petrobrás começa a perder o “brilho” inicial. Primeiro porque o mercado mundial está mesmo em recessão, e depois porque, bem feitas as contas, o custo da exploração do tal manancial infindável está calculado em mais de 80 USD por barril, o que significa que aquela imensa fortuna, que transformaria o Brasil no maior reservatório do mundo... continuará a jazer lá nas profundezas do oceano!
Paciência. Mas as ações da Petrobrás continuaram a cair!
Agora então passou-se um caso inédito na história das sempre poderosas companhias petrolíferas, exploradoras, refinadoras, distribuidoras, monopolistas: um furo de caixa! A poderosa Petrobrás teve que recorrer a um banco – do Estado, como é de supor – e contrair um empréstimo de R$ 2.000.000.000,00 – isso mesmo de dois bilhões de Reais, algo em torno de oitocentos e cinquenta milhões de USD !
Se Hamlet soubesse disto diria: “Algo vai mal no reino da Petrobrás!”. Até porque com o orçamento de que ela dispõe aquilo é um verdadeiro reino.
Mal governado? Desgovernado? Abandalhado?
O que dirá sexa o (des)governo mais a sua protegida ex terrorista?
Nada. O povo aplaude na mesma “ao ver a banda passar!”
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
1 dez. 08