15 de jun. de 2009

Brasil: uma guerra urbana


Visão comum nas manifestações entre gangues e polícia
Redação Terra Magazine

O mito de país pacífico se confronta com as ruas, os medos, o cotidiano dos brasileiros. Uma constatação atravessa as diferentes bases de dados oficiais: o número de homicíos expõe uma guerra urbana invisível, quando muito exibida em sua face minúscula em sites, revistas, rádios, televisões e jornais. A cordialidade aparente do Brasil e das suas metrópoles não subsiste aos números da violência. Uma guerra por década. Uma só guerra por décadas.
Terra Magazine, a partir desta segunda, 15 de junho, contará as vidas esquecidas de dez brasileiros que não tiveram a chance de concluir desejos ínfimos. O extraordinário cotidiano de homens e mulheres comuns. Histórias finalizadas pela violência, quase sempre banal e mal revelada.
Estimativas sobre a base de dados do Ministério da Saúde - a partir dos atestados de óbitos - permitem afirmar que mais de um milhão de brasileiros foram assassinados desde 1979 no País. Em tempo: nos 11 anos da guerra encerrada em 1975, os EUA e seus aliados perderam 54 mil soldados - entre as estimadas 1 milhão a 1,5 milhão de vítimas no Vietnã.
Em três décadas de sua guerra nas ruas, o Brasil perdeu um milhão de homens e mulheres, quase sempre jovens. Para perder algo como 2 milhões de vidas em Angola, matou-se por quase quatro décadas, 38 anos, numa das mais ferozes guerras que o mundo já viu.
No Brasil, em 2007 e 2008, a média anual de homicídios girou em torno de 47 mil. De 1996 a 2006, ocorreram 505.945 mil assassinatos. Só em 2006, mais de 49 mil casos.
Outra radiografia, desta vez do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com uma metodologia diferente: dados da "Síntese de Indicadores do Sociais", de 2004, apontam 598.367 assassinatos entre 1980 e 2000. No mesmo período, o Brasil registrou mais de 2 milhões de mortes por causas externas e, a maioria delas, 82%, foram de homens.
Se nos anos 80 os acidentes de trânsito eram a principal causa externa dos óbitos masculinos, na década de 90, os homicídios assumiram a liderança. Mudou o perfil da mortalidade no país. Em vinte anos, o índice de mortalidade por homicídio cresceu 130%.
Em 2004, a partir da política de desarmamento nacional e da adoção de políticas públicas, os números começam a ser freados. As estatísticas dos homicídios caíram para 48.374, a primeira queda no ritmo de crescimento desde 1990.
Vale lembrar que, desde então, a proibição de porte de armas de fogo sem registro oficial passou a vigorar no Brasil. Em 2005, 59% dos brasileiros, em referendo, apoiaram o comércio de armas de fogo e munição no Brasil.
Outras medidas, como a restrição do horário de funcionamento de bares, a criação de equipamentos sociais e a capacitação das polícias estaduais - apesar dos excessos ainda registrados - também influenciaram na redução.
A tendência de queda nos homicídios continuou em 2005 e 2006 em todo o país - 47.578 e 46.660, respectivamente. A redução não foi suficiente para retirar o Brasil do grupo de países que estão acima da média mundial de assassinatos.
De acordo com o último relatório do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais, divulgado em 2008, o Brasil tem mais do que o dobro da taxa média de homicídios no mundo.
O país chega a 25 homicídios por 100 mil habitantes - dados referentes a 2006 - contra a média de 8,8 no mundo - dados de 2000, o último cálculo oficial da Organização Muncial de Saúde. A comparação não leva em conta as mortes em guerras.
Em 2006, a cidade de São Paulo ainda mantinha em números absolutos a liderança por mortes violentas, seguida pelo Rio de Janeiro. Recife, porém, era a capital com o maior índice de violência proporcional - 90,5 homicídios por 100 mil habitantes.
Agora, logo no início de 2009, São Paulo comemora: pelo nono ano consecutivo, o número de assassinatos caiu. Em 2008, 66% assassinatos a menos em São Paulo.
Em 2007, o bairro de Alto de Pinheiros, classes A e B de São Paulo, registrou 301 assassinatos. Mesmo ano, mesma cidade, outra realidade: 1.408 pessoas foram mortas em Brasilândia, na periferia paulistana. A somatória de homicídios em São Paulo naquele ano: 63.729. Ou, em taxas: 604 habitantes mortos/100 mil habitantes. Com 3 mil assassinatos em 2008, Recife segue sem políticas públicas eficientes; foi chamada de "capital brasileira dos assassinatos" pelo jornal britânico The Independent.
Com as pequenas biografias de desejos e viagens comuns, Terra Magazine mostrará as faces ignoradas da violência. Por questão de lojística, vai se ater a casos ocorridos na Grande São Paulo, mas que simbolizam parcelas mais amplas do Brasil. De Recife a Porto Alegre, as estatísticas embutem um País ainda não compreendido.
Segunda, 15 de junho de 2009, Atualizada às 11h50
http://terramagazine.terra.com.br/
N.- Ver os meus textos anteriores! É uma tristeza ter-se "razão" aos escrever sobre estas verdades!
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
15 jun 09

9 de jun. de 2009

Folhas soltas

“— Bem, bem! Assim é! — bradou o povo todo. — A el-rei queremos por senhor, e a ninguém mais.
Burgueses daquele bom tempo inocente, em que tendeiro nem especieiro (merceeiro) não sonhava ainda com os baronatos, os viscondados e as grãscruzes, nem com a mão ensebada de pesar manteiga, aspirava a tomar a pasta de secretário, ou a assentar a nadega lustrosa da calça de couro no veludo das cadeiras do Conselho de Estado, burgueses legítimos ainda, como eram aqueles pobres pançudos senadores da nossa terra, é evidente que no fundo de suas entranhas — ou, para dar mais cor local à frase, no fundo de suas tripas— achavam eco de simpatia aquelas altaneiras e democráticas palavras do mancebo. Democráticas, porque nessas eras feudais a democracia e a coroa tinham os mesmos interesses, a sua causa era comum.
Estou pensando... e nao se arrepiem os meus amigos liberais!... que pelo geito que as coisas hoje levam, antes de muito, o povo terá outra vez de estreitar mais fortemente a sua aliança com a monarquia, para se defender do omniabsorvente despotismo dos senhores das burras (cofres de dinheiro), dos alcaides-mores dos bancos e de todo este feudalismo agiota, que é a fatal lepra da democracia, que a roi e a carcome, e que não vejo formas nem meios na democracia só para os combater. As vagas teorias do socialismo, os sonhos do comunismo, não me parecem provar senão a impotência da forma contra o poder da matéria.”
De: João Batista de Almeida Garrett – “O Arco de Sant'Ana” – 1845
Grande poeta, romancista, dramaturgo, político e tribuno, imaginem, se forem capazes, o que ele diria ou escreveria hoje se ainda por cá andasse. Nas duas margens deste grande rio.
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Há poucos dias, no jornal “O Gobo”:
“ A pedagogia do palavrão e a metodologia da obscenidade estão ocupando o lugar da educação de qualidade.”
E depois discutem-se cotas para entradas na universidade aos oriundos das escolas púbicas onde o ensino...
Instrução básica, primária e secundária, quase não se discute. As revistas, o cinema, e hoje em dia sobretudo a internet, divulgam um palavreado que nem o mais sujo estupor tem coragem de usar!
Basta dar uma vista de olhos nestes números:
- 25,8% da população rural do país, acima de 15 anos, é analfabeta;
- pelo mesmo critério, nas áreas urbanas, são 8,7%;
- no Nordeste, na área rural só 11,6% dos jovens estão matriculados no ensino médio;
Estes... também votam, se necessário, no 3°, 4° e 20° mandato!!!

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Estatísticas:
O mundo treme e fica horrorizado com os grande desastres naturais e com as guerras que continuam a assolar tantos países e sobretudo tantos miseráveis a sofrer com isso; indigna-se com a condenação a trabalhos forçados de duas jornalistas norte americanas porque teriam tentado entrar na Coreia do Norte sem o necessário visto; ameaça que vai ameaçar o ameaçador Kim Jong-il, que se está “bem lixando” para os americanos e o resto do mundo; chora (os que choram) pelos miseráveis de Darfur, da Somália, Etiópia, Congo, os paquistaneses do vale Swat, as vítimas do 09/11, e dos desastres de aviação, e nós, aqui neste país abençoado por Deus, já quase nem ligamos para o ínfimo espaço ocupado pelos jornais a informar que só no primeiro trimestre deste ano a polícia confirma 1.695 assassinatos no Rio, 1.574 em Pernambuco, além de outros tantos milhares nos outros estados!
Só nestes dois estados morreram, assassinados, em três meses, mais infelizes do que em todas as guerras que assolam o mundo!
E os governantes discutem a partilha dos cargos altamente remunerados, o terceiro mandato do cabeça chata analfabeto, e o futuro... que se lixe!

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Entretanto vai-se a um supermercado popular com as bancas cheias de imensos legumes lindos e fresquissimos, frutas às dezenas de variedade, carne e peixe com fartura, e se por acaso alguém não sabe onde encontrar determinado produto e pergunta a uma funcionária, ela, suave e doce como a alma deste povo, mistura de três continentes com a Graça do Espírito Santo, começa por responder: “Oi! Amor! Vem comigo que eu mostro!”
Só isto consegue apaziguar as nossas dores por tanto sofrimento e injustiça, e a não ter tanta pressa que o futuro chegue com as suas matemáticas frias, o feudalismo agiota, a pedagogia do palavrão e a indiferença perante tanto crime, tão pouca justiça e tamanha ausência de responsabilidade!
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
08 Jun. 09

5 de jun. de 2009






















As Barbas do(s) Imperador(es)


Só os medíocres são populares. – Oscar Wilde
A soberba é o maior expoente da ignorância – Paolo Mantegazza


Muito bom o livro com o título acima (no singular!), da escritora Lília Schwarcz (Companhia das Letras, 1998), sobre a vida de Dom Pedro II. São cerca de 600 páginas de boa história do Brasil e da vida de um homem que pela graça de Deus já nasceu para ser imperador.
Homem bom, culto, protetor das artes, como convém a qualquer imperador que se preze, sobretudo quando essa proteção sai dos cofres do povo, é evidente, a quem coube “imperar” numa época confusa, tumultuada pelas idéias da Revolução Francesa e todos os “gritos” de independência que varriam as Américas desde a Declaração dos Estados Unidos.
Frouxo, ou fraco, como queiram, manietado pelos grandes senhores de terras e pela maçonaria, enfeitado com cocáres de índios, imperador de escravos, não soube ou era incapaz de governar.
Quando, em 1889, lhe foram dizer: “Imperador! Vossa Majestade não é mais Imperador” (beleza de convicção política, hein?), e lhe deram 24 horas para abandonar o Brasil, Dom Pedro lá se foi triste e saudoso, velho e quieto, sem revolta, desejando para o Brasil o melhor futuro possível. E não consta que fosse mentiroso, nem ladrão.
Passam-se 120 anos, o futuro teima em chegar, e um novo imperador desponta nos raios fúlgidos do assalto à democracia, seja com a preparação da “herdeira do trono”, à la Kim Jong-il, a la Bashar al Assad, que herdaram a presidência de seus papás, a la Mubarak que a quer passar a um filho, ou com a perspectiva de terceiro mandato.
Nunca neste país se havia fazido isto (sic lula). Mas como tudo vale a pena se alma não é pequena, e sobretudo porque os cofres públicos, apesar da escandalosa dívida pública são mãe generosa, o novo império bolivariano (também a la Chavez, Correa, ou Morales) está a preparar o golpe a la eternidade: o 3° mandato, e quem sabe se seguido por um “mandato tampão” de mais uns 5 anos, para... para... enriquecerem mais ainda, se possível isso for.
Moral da história: caminhamos para novo império da corrupção e da alienação total da res publica e da moral da República, tendo já quase uma centena de deputados dado entrada com pedido de revisão da constituição.
Cláusulas pétreas na nossa constituição são somente as que permitem que se roube à vontade e que, por exemplo, se permita que o presidente do STJ – o tal SUPREMO – tenha como colegas oito juízes que são seus empregados na firma de advocacia que mantém paralelamente ao cargo oficial.
Isto enquanto sua majestade dom lula I insiste na sua desbocada verborréia, tendo afirmado, sobre este gravíssimo e tristissimo desastre do avião da Air France, que para um país que encontra petróleo a 6.000 metros de profundidade, encontrar a caixa preta do avião a 2.000 é coisa simples.
Ignorante, não trabalha, nem nunca trabalhou na vida, a não ser o tempo necessário para cortar um dedo e usufruir uma aposentadoria superior à que teria se tivesse trabalhado 30 anos, ainda se permite fazer piada de boteco, quando o mundo inteiro sofre com este desastre.
Compensa-o o ministro da defesa que afirmou que uma palete de madeira, encontrada no mar, era, sem dúvida, uma peça do Airbus. Para o ministro da defesa (?) do Brasil os aviões ainda são construídos em madeira!
Não sei se dê vivas à República se à Monarquia!
Muito menos se sabe como pôr as barbas de molho. As nossas.
por Francisco G. de Amorim
5 jun. 09

25 de mai. de 2009

Alegoria em "O Globo" de 25.05.09 ao texto do prof. Rosenfeld

A preparação da turbulência


Vale a pena ler, com muita atenção o texto abaixo, escrito por Dennis Rosenfeld, professor de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
A perspectiva do que está para acontecer no Brasil, sem governo nem forças armadas minimamente estruturadas e coesas, é dramática.
O mundo inteiro tem os olhos postos neste imenso “continente”, onde a capacidade de produção de alimentos é superior a qualquer outro país, as suas reservas minerais, desde petróleo a ouro, nióbio, ferro, etc. parecem inesgotáveis, e a maneira mais fácil de outros se apoderarem de tudo é o grande “sentimento de humanidade” a favor dos “pobres indígenas”, demonstrado pela vergonhosa ganância universal, sobretudo nos últimos cinquenta anos, que levou o mundo à crise que agora está a atravessar.
Bendita crise, porque é possível que abra um pouco os olhos para o “Outro”, e talvez maldita porque pode ajudar a melhor cobiçar o que ainda possui o tal Outro. E roubá-lo!

Nação Guarani

A demarcação da Raposa-Serra do Sol já aparecia como o prelúdio do que estava por vir. Apesar das ressalvas aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal, que tornaram menos aleatórias e arbitrárias as demarcações e homologações de terras indígenas, o processo de relativização da propriedade privada e da soberania nacional segue agora o seu curso. Imediatamente após a decisão do Supremo, as agremiações ditas movimentos sociais, como o MST e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ala esquerdizante da Igreja Católica, deflagraram um processo de fragilização dessas ressalvas, procurando, nos fatos, mostrar que a lei a eles não se aplica. Tornaram ainda mais explícitas suas posições contra a economia de mercado, a propriedade privada, o agronegócio e o Estado de Direito. Vejamos.
O Cimi e os ditos movimentos sociais estão entrando numa nova etapa de formação da opinião pública nacional e internacional, propugnando pela formação de uma nação guarani. As publicações Porantim (Cimi) e Sem Terra (MST) já trazem matéria a esse respeito, pois essas organizações têm plena consciência de que sem o apoio da opinião pública nenhuma transformação política pode ter lugar. As mentes precisam ser conquistadas para que haja um espaço de abertura para mudanças. Eles estão cientes de que a política moderna, a das democracias representativas, está alicerçada na opinião pública. Utilizam-se, nesse sentido, da democracia para subvertê-la, arruinando as suas instituições
Para que se tenha ideia da enormidade que está sendo tramada, a dita nação guarani abarcaria partes dos seguintes Estados brasileiros: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O foco é o Estado de Mato Grosso do Sul num primeiro momento e, logo após, Santa Catarina e Espírito Santo.Cabe ressaltar que é em Mato Grosso do Sul que essa luta se vai travar prioritariamente. Eles reconhecem que perderam nesse Estado a primeira batalha política junto à opinião pública pela disputa desses territórios indígenas. Houve forte reação de proprietários rurais, parlamentares e do próprio governador, impedindo uma primeira tentativa de amputação de cerca de um terço de seu território. Naquele então, o discurso apresentado era de que se tratava apenas de uma nova demarcação, que corrigiria uma "injustiça" histórica. Em suma, afetaria apenas alguns proprietários. Ora, já naquela ocasião o que estava em pauta era a formação de uma nação guarani, projeto que ainda não dizia explicitamente o seu nome. Agora estão preparando a segunda batalha, com a bandeira guarani orientando os seus movimentos. Novas portarias da Funai se inscrevem nesse processo em curso.A nação guarani não está, porém, restrita a esses Estados brasileiros, mas se estende a outros países: Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Segundo eles, a Bolívia já trilha esse caminho político, necessitando apenas ser apoiada no que vem fazendo, destruindo, na verdade, as frágeis instituições daquele país. O foco, aqui, seria o Paraguai, onde o processo se inicia com um presidente simpatizante da "causa" e que, via Teologia da Libertação, compartilha os mesmos pressupostos teóricos do Cimi, da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do MST. Entendem-se, portanto, melhor a sustentação dessas agremiações políticas ao presidente Lugo e a política adotada de apoio às invasões das terras dos brasiguaios. A identidade brasileira não lhes interessa.Para granjear a simpatia da opinião pública internacional criaram um site global, hospedado nos EUA, assumido por uma ONG holandesa e alimentado pela regional do Cimi de Mato Grosso do Sul. Observe-se que é o próprio Cimi que elabora o conteúdo de um site internacional (
www.guarani-campaign.eu ), visando a interferir, dessa maneira, nos assuntos brasileiros, escolhendo como alvo o Estado de Mato Grosso do Sul. Aliás, o site é muito bem feito, começando por uma apresentação gráfica da América Latina sem fronteiras, sob o nome de Ameríndia. A verdadeira América Latina seria a pré-colombiana. Provavelmente pensam, no futuro, em expulsar todos os brancos e negros, europeus, africanos e asiáticos, que deram, pela miscigenação, a face deste nosso Brasil!
Como não poderia deixar de ser, o site comporta várias versões: em português, inglês e holandês, estando prevista a sua ampliação para o alemão. Para quem se preocupa com a opinião pública internacional, busca apoio político e financiamento na Europa e nos EUA, uma ferramenta desse tipo é vital. É ela que terminará alimentando as pressões exercidas sobre o Brasil e subsidiará, também, os formadores de opinião nacionais e internacionais.
Consoante com esse trabalho, foi elaborando um mapa da nação guarani, denominado Guarani Retã, que englobaria os Estados brasileiros acima listados e os países latino-americanos vizinhos. Chama a atenção o fato de a América Latina ser apresentada como um território verde, sem fronteiras nacionais, com o lema "terra sem males". Procedimento semelhante foi adotado com o mapa quilombola, elaborado pela Universidade de Brasília, que orienta hoje as ações da Fundação Palmares, do Incra e dos ditos movimentos sociais. A estratégia política é a mesma.
O Cimi, em suas publicações, reconhece ainda a aliança estratégica com o MST, que lhe ofereceu apoio logístico e organizacional em invasões e outras manifestações, como campanhas de abaixo-assinados. Exemplo recente seria Roraima, com "assessores" emessetistas "ajudando" os indígenas em plantações de arroz. Esses "brancos", aliás, podem lá entrar! Reconhecem, inclusive, que tal aliança foi operacional no Espírito Santo, na luta contra a Aracruz, pois, como se sabe, as plantações de eucaliptos e a indústria de papel e celulose são símbolos, a serem destruídos, do agronegócio. Outros já estão na mira!
Dennis Lerrer Rosenfeld
prof. de filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

25-mai-09

21 de mai. de 2009

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A farra da (des)gonernação a devorar os incautos

Auto - flagelação


... a revolução deixou as coisas como as achou,
e não mudou senão os homens.
Se a antiga aristocracia histórica pesava sobre a nação,
a nova aristocracia da nação pesa dobrado.
François Guizot
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A flagelação é prática conhecida desde a mais alta antiguidade, usada não só como penitência ou mortificação “por almas perseguidas pelo demônio da ira, da vingança e da tentação da carne”, como para infligir aos condenados penas corporais, quase sempre em público para “exemplo”, sendo, como é óbvio e “tradicional” serem os escravos os mais castigados.
Ainda hoje se pratica, sobretudo pelos muçulmanos que açoitam, sempre na via pública, os condenados pela shaira, como por aqueles que se querem “purificar” das vis tentações terrenas. Também se encontram esses loucos em penitência, arrastando-se, os joelhos sangrando em cima de calçadas pedregosas.
Mas há hoje em dia ainda outro método de permanente castigo, mais moderno, sempre atualizado, de que o cidadão comum, mesmo de consciência tranqüila e dever cumprido, não consegue livrar-se: tomar conhecimento do noticiário do que se passa no país! Não se trata de lavagem de cérebros, mas de achincalhar a ética, a dignidade e consciência de cada um: ler o jornal ou ouvir o noticiário! À medida que as notícias e os comentários se sucedem sente-se, muito profundamente, uma terrível sensação de castigo permanente, de condenação aos infernos, de tristeza, de impotência perante o poderio da nomeklatura que se assenhoreou desta terra, sem que se possa vislumbrar, por pouco que seja, o fim deste anátema, o de se ter eleito, para destruir o país, a camarilha que por lá se enfarta!
Não há uma obra pública, umazinha só, que não seja superfaturada, como as sedes dos tribunais de toda a espécie e em todo o país, compras de material de escritório para repartições que chegam a custar 600% mais do que paga um cidadão em qualquer loja, deputados bêbados e sem carta de condução a circular na cidade a 200km/h, matar dois indivíduos e sair dando risada, é o ver assumir cargos de senadores e deputados indivíduos alguns com uma dúzia ou mais de processos a correr nos tribunais por corrupção, homicídios, formação de quadrilha e outras barbaridades, é o assistir à discussão de quotas para diferentes “RAÇAS” entrarem nas universidades, quando o conceito de raça está mais do que abolido em todo o mundo, é a obrigatoriedade de todos os alunos de qualquer escola se “identificarem” indicando em ficha própria a sua “cor e raça” , é o analfabeto kxk a trocar a diretoria do Banco do Brasil para, em oito, entrarem sete filiados do PT, com a indicação expressa de terem que baixar os juros, e uma semana depois eles aumentam, é o ministro da fazenda, que há dois dias dizia que o PIB deste ano deveria ficar entre 0 e 2% e ontem afirma que deve chegar a 4%, são as contas públicas que nos mostram que o gabinete do presidente, perdão, do dono do Brasil gasta quase 50% mais do que o dos EUA, e 1.500% mais do que custa ao Reino Unido manter a família real, é a notícia de que a tal presidência vai comprar, além do Airbus novinho que lá tem, mais dois aviões para... para quê mesmo?, é o resultado da “independência” da reserva da Raposa do Sul, com a finalidade (!?) de preservar a cultura indígena, e para ser exclusivo uso destes, que querem agora produzir, associados aos terroristas do MST, em escala de agro negócio o mesmo arroz que produziam os “brancos” que de lá foram corridos, é a confirmação oficial do apoio a este grupo terrorista, cujos membros, centenas de milhares, vão começar a receber subsídio do “Bolsa Família” porque se descobriu que o governo, à sorrelfa, repassava milhões para essa gente através de ONGs escusas, e assim dirá estar a auxiliar os “mais desfavorecidos”, é também a criação duma CPI para investigar a super poderosa Petrobrás, que o governo já avisou que vai torpedear, tendo o cefalópode manifestado a sua indignação dizendo que esta CPI era uma traição ao país (não dá sequer para acreditar), mesmo tendo vindo a lume, pela Receita Federal, que a dita Petrobrás tinha encapado mais de 4 bilhões de impostos, é enfim uma torrente de disparates, de crimes contra a nação, de ladroagem, de corrupção, de sem vergonhice, que faz desaparecer a res publica nos bolsos deles, enquanto flagela a consciência daqueles com um mínimo de raciocínio, e que procuram lutar para elevar a dignidade deste país, parecendo loucos quixotes contra esses infames moinhos de vento negro.

20-mai-09


Manobra de diversão


A melhor comédia
é aquela que nós mesmos representamos.
Molière


Diversão: tradicional tática de guerra, fingindo que se ataca de um lado para se atacar de outro. Durante o desembarque na Normandia os Aliados lançaram centenas ou milhares de bonecos de pára-quedas para iludir e afastar das praias as tropas alemãs. Truque velho, mas que resulta normalmente muito bem.
Sem querer ser mais papista do que o papa, a sensação que agora se está a viver é que o (des)governo montou uma imensa operação de diversão para que os babacas, nós, acabemos por cair como patos na conversa dos big lideres – são bem mais do que um ! O “cara” mandou “cerrar fileiras” na candidata única, impondo a sua candidatura às próximas presidenciais, e continuando a negociar com a imoral pseudo oposição o apoio desta, em troca da cedência de rendosas empresas públicas por onde se pode, com total impunidade, enriquecer rapidamente.
O PT aperta o cerrar fileiras em torno da plastificada candidata, ninguém mais discute possíveis alternativas, e o país continua com mais de 60 milhões de beneficiários do Bolsa Família, promovendo a vagabundagem e ganhando-se 30% dos eleitores do país! Cerca de 60 milhões recebem hoje essa “bolsinha”, centenas de milhares tão necessitados que alguns são políticos, outros têm carros importados, etc.
Com este marketing deixou de se falar no terceiro mandato do chamado “o cara”, que mais não é do que o “porta voz” das pardas eminências bolcheviques, os verdadeiros mandantes, donos, deste país, grupo ao qual pertence a madama candidata, que se descobriu agora, estar com um câncer linfático.
Apóiam-se e pretendem seguir o exemplo entretanto exibido pelos muy amigos vizinhos, quase todos com as brilhantes palhaçocracias instaladas em suas propriedades, que já conseguiram alterar as respectivas constituições de molde a poderem perpetuar-se nas presidências: Chavez, Morales, Correa, Uribe e Noriega, que seguiram as pisadas estupidamente deixadas num golpe sujo e baixo do ex-FHC, Fernando Henrique, quando se quis reeleger.
Não será de admirar que, despistados possíveis concorrentes candidatos, a caminho das eleições, e “atendendo às terríveis circunstâncias e à imperiosa necessidade de manter o Brasil no seu caminho de estabilidade e desenvolvimento (???!!!)...” num passe de mágica, o corrupto e podre congresso aprove um terceiro mandato para “o cara”, não dando tempo a surgir, com força, qualquer oposição.
Os “donos” do poder mandam e desmandam e fazem o que bem lhes der na gana, melhor ainda quando se lhes dá a grana, porque o congresso nada mais é do que um baixo comércio entre o executivo e os desvairados por mais dinheiro, tornando a “oposição” dócil como bichinho de pelúcia.
Acena-se, por exemplo, com os Correios ou com a Eletrobrás, que compram o que querem ao preço que quiserem sem que tenham que prestar contas, e o “opositor” está no papo!
Não se admirem portanto se, daqui a pouco, semelhante manobra “a la bolivariana” seja imposta ao povo, do qual 30% a mamar à custa do tal Bolsa “vagabundagem” irá continuar, de certeza, a votar neste status quo para se manter na inação a dormir à sombra... de qualquer coisa, não só lá na caatinga, mas por todo o país! Já não falta muito para aumentar ainda mais esta sem vergonhice, mas... é para casos como estes que existe “democracia” e “congresso”!
Viva a vagabundagem!
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
18-mai-09

14 de mai. de 2009

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Imagens captadas na Internet

O “cara” e o “bochechas”


Está cada vez mais difícil escrever algum comentário à vida política deste tão belo e grande país. Diariamente os jornais, tvs, e demais órgãos de informação põem em evidência o podre do regime em que vegetamos, sem educação de base minimamente aceitável nas escolas públicas, sem obras de infra-estruturas que levem ao desenvolvimento e com, pelo menos, 50.000 homicídios por anos. Isto sem contar a esculhambação de governantes e congressistas, alguns, pelo menos sinceros, que afirmam em alto e bom som que se estão lixando para a opinião pública, um dos quais tem uma esposa amantíssima que é prefeita lá no Rio Grande do Sul numa cidadezinha mixuruca e compra, com dinheiros públicos, para seu uso um carro de luxo, outro com a carteira de condução apreendida, corre a 190 km/hora nas ruas da cidade e mata dois inocentes, e como é duputedo, perdão, deputado, tem “foro especial” e não vai preso, o (des)governo continua a dar apoio a terrorista nacionais e internacionais, e etc.
E vai daí a Unesco decidiu dar ao “cara” o prêmioHouphouet-Boigny pela Paz” constituído para "homenagear pessoas ou instituições que tenham contribuído para a promoção, a pesquisa e a manutenção da paz!”
Já foram homenageados, entre outros, Nelson Mandela, uma das grandes figuras do nosso tempo, admirado e querido em todo o mundo. Mas entregar este prêmio ao “cara” do Brasil é uma monstruosidade da Unesco!
Em defesa do “dito” salta o senhor “bochechas”, membro do júri, que nos tempos em que era do contra, em Portugal, estava exilado em França, coitadinho, e recebia de alguns banqueiros um ligeiro subsídio de sobrevivência igual ao dobro do salário de um diretor de banco! Argumenta assim Mário Soares: “decidimos conceder o prémio a Lula por suas ações em busca da paz, do diálogo, da democracia, da justiça social e da igualdade de direitos..."
Tamanha é a enxurrada de inverdades neste “louvor” que enoja! O Brasil é, sem dúvida, o país com o futuro que agora se aproxima, bem mais tranqüilo do que os outros emergentes como a Índia ou a China. Em nada o “cara” para isso contribuiu. NADA! Mas há que lisonjear o país, atribuindo-lhe prêmios que são uma afronta à ética e à dignidade.
Permite o “homenageado” as maiores desigualdades entre os poderosos e os rouba-galinhas, alimenta com milhões de dólares os grupos bolcheviques terroristas, permite que seus filhos de varredores de zoológicos se tornem bilionários de dia para a noite, com o apoio de adversários” políticos, grandes contribuintes para a sua campanha de reeleição, sem pronunciar uma palavra de desacordo, vê (ou não vê?) à sua volta os mais diretos colaboradores roubarem impunemente, assiste ao desmonte das forças armadas e ao descalabro do crescendo do tráfico de drogas e à desmoralização das polícias, distribui dinheiro a monte para garantir o voto dos mais ignorantes, e vem o “seu bochechas” fazer a apologia do “cara” e do prêmio!
Realmente “o mundo anda às avessas”! Tudo é uma permanente mentira, um jogo de interesses escusos e mesquinhos e um lançar de poeira nos olhos dos poucos que ainda os conseguem abrir. Até que lhos arranquem.
do Brasil, por Francisco G. de Amorim
15-mai-09

11 de mai. de 2009

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Um "nada" do infinito!

Valha-nos Deus !

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Tanto se conjeturou sobre o aparecimento da idéia de Deus, para continuarmos, ainda hoje, sem encontrar para isso explicação. Quando foi? Como?
Os judeus acham, ou crêem, ou simplesmente aceitam, que in illo tempore, o próprio Deus se manifestou aos homens, dizendo-lhes que Ele era tudo, o Eterno, sem principio nem fim, o Criador dos céus e da terra.
Os homens não tinham porque duvidar, e sobretudo muito a temer, inscreveram essa passagem na Bíblia, tornando-a lei, quase, universal. Os cristãos a seguiram, bem como os muçulmanos, e outros povos sem bíblias, mais ou menos descobriram por seus próprios meios que acima de nós, simples, e rápidos mortais, haveria algo que dominava todo o Cosmos.
"Não existe povo tão selvagem nem tão bárbaro que, embora ignore o que deve pensar de Deus, não saiba que deve crer na sua existência; e a idéia de Deus é para o homem como que uma recordação e um reconhecimento da sua origem. A beleza da criação, a ordem majestosa dos corpos celestes, obrigam-nos não somente a confessar a existência de um Ser supremo, mas a reconhecê-lo e a adorá-lo. Deus, tal como o concebemos, apenas pode conceber-se como um espírito puro, independente e livre de todo o elemento material. Um espírito que percebe todas as coisas, que a tudo imprime movimento, encerrando em si próprio o princípio do movimento eterno." – Palavras de Cícero.

Uns temem-n’O, outros adoram-n’O, outros estudam-n’O, outros ainda querem duvidar e procuram uma alternativa para Deus sem jamais a encontrar. Mas todos, todos, em algum momento da vida lançaram os olhos para cima, lá bem para o alto, e crentes ou quase descrentes, pediram a esse Deus mais ou menos desconhecido, para lhes dar uma mãozinha. Sobretudo nas alturas de desconforto, de desespero, da perca da esperança de uma solução terrena.
Uma vela acesa, às claras ou às escondidas, dentro ou fora do coração, para alimentar e mostrar uma fé que não se pode mensurar, e que fica à espera que essa mão, a Divina Providência, o venha ajudar.
Fazem-se sacrifícios de toda a ordem, desde a imolação de pessoas e animais, a auto flagelação, orações infindas, promessas (promessas...) de “generosas” dádivas à igreja ou a pobres, mas tudo isso sempre em momentos de grande desesperança.
Alguns optam pelo sacrifício da própria vida, quando muitas vezes esgotadas a esperança e a fé o desânimo os domina, outros procuram o refúgio de um mosteiro, já que o tempo dos eremitas está ultrapassado, os mais covardes aproveitam para despejar em cima dos fracos o ódio à sua própria incapacidade humana.
Difícil é encontrar nos templos, quaisquer que eles sejam, a alegria contagiante, a alegria de viver, o ânimo para continuar a lutar por si mesmo e pelos seus irmãos, porque aqui haveria a paz interior, sem necessidade de fugir deste mundo complicado, feroz, implacável.
Esquece-se o homem que é ele próprio o Templo máximo! A paz não se encontra nos grandiosos templos dos cristãos, muçulmanos ou budistas, nem junto ao Muro das Lamentações. A paz está, em algum lugar dentro de cada um de nós, mais ou menos escondida, mais ou menos dominada por interesses materiais, pelo desvario, egoísmo, etc., e quando estes interesses começam causar problemas, quando aparecem catástrofes naturais ou produzidas pelos homens, dívidas difíceis de saldar, ou desaparece um ente querido, nesses momentos, de forma muitas vezes exagerada, é que se pede ajuda: “Valha-nos Deus!” A maioria das vezes no entanto... “Deus não nos acode”, e o homem reclama, duvida da Sua existência, blasfema!
Como disse Camilo Castelo Branco: “Deus não se deixa entender justamente para não sofrer confronto com estes miseráveis que nós somos!”
A felicidade de encontrar Deus é um exercício que só cada um pode fazer e com a maior simplicidade, assim, humilde. Há sempre o reverso do negativo. Nesse reverso encontra-se a parcela de paz e felicidade, por mínima que seja. É essa que deve ser explorada e desenvolvida. É nesse cantinho, escondido, que Deus, o incompreensível, está à espera que lhe demos as mãos. A paz de cada um está no quanto formos capazes de apreciar e agradecer o que temos e não em chorar pelo que não temos.
Se tens um grão de pimenta, planta-o. Ele germinará, crescerá e transformar-se-á numa árvore frondosa e dar-te-á sombra e paz. Essa sementinha está dentro de cada um.
do Brasi, por Francisco G. de Amorim
11-mai-09